15 de setembro de 2018

Não é só comer saudável, é também comer bem

Uns dias antes de ir de férias, decidi ir à minha médica de família, pois andava sempre muito cansada e sentia-me bastante fraca. No fundo, eu já sabia os pontos em que tinha que mexer na minha rotina, mas também queria fazer análises para despistar alguma coisa que pudesse ter.
E quando conhecemos o nosso corpo e sabemos o que nos faz bem ou mal, não é difícil saber onde estamos a errar. Para mim, o difícil é focar-me e começar a fazer aquilo que preciso para andar bem disposta e feliz. Deixei o exercício físico para 2º plano (ou talvez para 5º ou 6º). As aulas de pilates deixaram de ter o horário que me dava jeito (e tãoooo bem que me faziam, pois encontrei uma professora fantástica, o que faz bastante diferença) e eu deixei de picar o meu cartão no torniquete do ginásio. As corridas matinais são um suplício e custa imenso levantar cedo! Para além disso, e de andar sempre a mil e a querer fazer várias tarefas ao mesmo tempo, os meus almoços são uma desgraça total. Nada de sopa, poucos vegetais e sempre a correr para não perder um minuto. Ir almoçar a casa tem algumas vantagens, mas, no meu caso, tem a desvantagem de eu querer deixar sempre alguma coisa adiantada nas lides domésticas, o que me atrasa bastante e depois tenho que fazer o resto (almoçar!) a toda a velocidade.
Felizmente, não há sinais de anemia, mas a médica disse logo que o meu corpo está aqui a precisar de um boost, ou seja, começar a colocar em prática aquilo que eu já sei na teoria: exercício e uma alimentação equilibrada, não só ao jantar, como no resto do dia.
As férias à porta deram-me logo outro alento. A praia e o tempo de qualidade deram-me logo outra energia, mas eu sei que só isso não basta. Até porque as férias já lá vão e os dias frenéticos voltam a atacar.
Decidi que tem que ser agora, que o meu corpo precisa de tempo e dedicação e mais ninguém o pode fazer por mim. E por isso, voltei aos treinos da manhã. Se eu chego à conclusão que não consigo fazer desporto em mais nenhuma hora do dia, vai ter mesmo que ser, custe o que custar! Também fiz download da aplicação Nike Training e quando não quero sair, faço uns treinos em casa.
Quanto à alimentação, os almoços já são mais equilibrados. Como sempre sopa e faço salada para acompanhar o que sobrou do jantar. Quando não sobra, já me mentalizei que tenho duas opções: cantina do trabalho ou então ter umas marmitas congeladas em casa para SOS. Ando a experimentar as marmitas do Umbigo Feliz e estou a gostar.
Tento andar menos acelerada (às vezes é completamente impossível, mas faço o que posso) e apreciar mais vezes coisas tão simples e que estão sempre ao nosso alcance.

 

14 de setembro de 2018

As férias, que já deixam saudade

Já lá vão as férias, os dias sem rotinas muito rígidas e dedicas em exclusivo à família. Fomos novamente para Sesimbra. Não sei se vai começar a ser tradição ou se depois nos vamos fartar, mas é um sítio onde nos sentimos bem e por isso regressámos. Vamos sempre para o mesmo apartamento, pois é pertíssimo da praia e de tudo o resto (padaria, mercado, restaurantes, farmácia.......), que é o Cerca da Vitória II. Além disso, tem todas as comodidades que precisamos e tem garagem privada, pois o estacionamento no centro é todo pago e nada barato.
Já conhecemos alguns recantos e já sabemos como vão ser os dias. Assim não temos que pensar muito e conseguimos desfrutar mais. Desta vez fomos 10 dias, para aproveitar bem. E acho que ficou tudo muito bem aproveitado.
Os miúdos também já começam a conhecer e já sabem onde se vendem os churros e de que cor são as t-shirts das pessoas que vendem as bolas de berlim que mais gostamos (são as mais caras, mas maiores e melhores!!!!!! nhami!!!!).
Este ano, o Vicente aventurou-se mais na água e passava lá todo o tempo. Já a Inês, demorou 2 dias a perceber como era maravilhoso andar no mar. Depois disso, também não queria outra coisa. E foi muito bom vê-los tão felizes.
Mudámos de ares, apanhámos sol e estivemos juntos. Voltámos com outra energia.
Ainda aproveitámos uma semana pelas nossas praias e o o jardim de casa até ao último minutinho destas férias.

Já estamos a trabalhar desde o início do mês, mas as saudades de dias assim já são algumas. Agora, com o Vicente a entrar no 1º ano e toda uma nova rotina e adaptação, temos andado a mil, sempre com coisinhas para comprar e para fazer. Já a Inês, com 2 semanas de jardim de infância, na escola do ano passado, tem ficado cada vez melhor, mas os primeiros dias custaram um bocadinho!


17 de julho de 2018

Os aniversários dos miúdos

Realmente o tempo passa, vamos dando prioridade ao que é importante e este blog vai ficando aqui meio esquecido, meio em stand-bye. Gosto muito de escrever, mas nem sempre tenho tempo. Entretanto, desde a última vez que escrevi, os miúdos já fizeram anos.

O Vicente fez 6 anos. Está a ficar crescido. Já vai para o 1º ano. Começa a ser cada vez mais independente. E neste aspecto, já podia ser há mais tempo, mas aqui a mãe anda sempre a correr e para não atrasar a rotina lá o ajuda a vestir ou despir. No banho já faz tudo sozinho e só verifico se está bem limpo. Não gosta de cuecas nem boxers justos. Felizmente encontrei na Zara uns boxers em popelina (e 100% algodão) que, segundo o Vicente, o fazem sentir "mais livre" (ahahahah). Está a adorar jogar futebol e já começa a imitar alguns jogadores. Adora comer. Seja peixe com batata cozida, como massa com bife de perú grelhado. Depois há sempre aqueles estragos em que os avós são peritos. Temos que abrandar o ritmo, ou o miúdo nem em roupa de 9 anos vai caber. É que já lhe estou a comprar 7-8 anos!!!!!!!!!!!! É um irmão super carinhoso. Mesmo contrariado é capaz de emprestar à irmã o brinquedo que tem na mão. Só para ela não reclamar/chorar. Adora legos e dinossauros. Às vezes é teimoso. Continua com a sua veia criativa ao mais alto nível.

A Inês fez 3 anos. A princesinha da casa. A sua paixão é a dança. Agora também gosta de ter as suas "bebés" e tratar delas. Nos momentos em que amua não prescinde de ficar agarrada ao seu panda. Acha que a chorar vai conseguir tudo o que quer. Não tem resultado muitas vezes!!!!!!! Tem um ar super engraçado quando está virada para o teatro. Adora beijos e abraços. Ainda usa chupeta. O desfralde noturno ainda não foi feito e eu percebi que as crianças têm o seu ritmo e não são mais ou menos desenvolvidas por deixarem algumas coisas (supostamente) mais tarde. Com a Inês é tudo um drama, por isso as coisas vão indo a passo lento, mas vão no bom caminho. Segundo as auxiliares, é das meninas mais bem comportadas da escola. No entanto, quando a vou buscar, chegamos ao carro e é capaz de fazer uma birra enorme porque não se quer sentar na cadeira dela e sim na do irmão. Já teve varicela. E foi forte. Muito forte. Perdeu as duas semanas de praia com a escola, mas a parte chata das pintinhas já está a desaparecer. Tanto está a reclamar com o irmão como o está a abraçar.



7 de maio de 2018

O Dia da Mãe em modo caseiro também existe

Não me levem a mal pelo título deste post, mas, do pouco que vi nas redes sociais, não faltaram mães a partilhar os seus momentos com os filhos ou os filhos a mostrar as fotos das/com as mães! No jardim, na praia, num passeio (e fizeram muito bem)......este dia acaba por ser um domingo como tantos outros, mas com um cheirinho especial porque se celebra o papel da mãe! E, por mais que eu seja apologista de celebrar simplesmente a vida, também é bom ter estes dias festivos para nos relembrar que temos que agradecer e celebrar o que de melhor temos.
Este ano, lá em casa, optámos por convidar a família mais próxima para um almoço, pelo que já prevíamos um domingo muito atarefado. Começámos logo no sábado ao final da tarde a tratar de tudo e deixar o mínimo para o dia seguinte. Mas, acordámos mais tarde do que o previsto e começou logo o frenesim de quem tem que montar mesas extra na sala, preparar o que ainda faltava e tomar decisões de última hora (como por exemplo o tipo de arroz para fazer um arroz de marisco: agulha ou carolino? ahahah).
Com a Inês febril - nada de muito quente, mas não no seu estado 100% normal - confesso que também fiquei mais em baixo e, nestas situações, acabo por não conseguir desfrutar em pleno dos momentos.
E então temos aqui todos os ingredientes para um domingo por casa, a celebrar o Dia da Mãe. E também foi muito bom. Muita gente, muita confusão (família a crescer.....), algum cansaço, mas é sempre bom estar com os nossos e receber em casa. 
O que faltou mesmo foi conseguirmos tempo para "montar" o nosso jardim e espaço de lazer, pois assim ainda dava para aproveitar melhor a nossa casa!
Também faltou algum registo fotográfico. Não para publicar ou mostrar, mas para mais tarde recordar. Engraçado que antigamente tirávamos mais fotos em papel e não tínhamos plataforma para as mostrar. Mas, ao mesmo tempo, guardávamos mais religiosamente em álbuns e hoje temos ali um baú de recordações incríveis. Hoje em dia, tirámos fotos para tudo e alguma coisa, publicamos, mostramos, e depois já não criamos o ritual de abrir o livro e recordar os vários momentos! Mas, desta vez, nem para guardar, nem para recordar! Tenho que rever esta minha falha!

A foto não é de agora, mas estão cá os meus dois coraçõezinhos que me dão energia (e, às vezes, cabo dela também)!


7 de abril de 2018

Dino Parque

Assim que ouvimos falar na abertura do Dino Parque, na Lourinhã, sabíamos que tínhamos que lá ir com o Vicente. E assim que ele ouviu na televisão, pediu logo para ir ver os dinossauros. Aproveitámos as férias da Páscoa para esta escapadinha. Decidimos que iam ser dois dias de filho único e só avisámos o Vicente momentos antes de pegarmos nas malas e sairmos de casa (acreditem que a Inês ADOROU ter os avós só para ela!).
O Dino Parque está bem preparado para uma tarde no mundo dos dinossauros. Para além do espaço aberto com imensas espécies espalhadas por todo o pinhal, há um mega espaço de atividades para os miúdos. Caixas de areia para encontrar fósseis, barro para moldar, dinossauros para pintar e na entrada ainda uma pequena exposição com fósseis encontrados na zona da Lourinhã. Também tem área de descanso e merendas ao longo do percurso. Nós tirámos imensas fotos e passámos um bom bocado na área das atividades.
Já ao final da tarde, rumámos ao hotel, que reservámos em Peniche. Escolhemos o MH Peniche.  Muito confortável e com uma decoração super gira, alusiva ao mar. Após um check-in com alguma falta de simpatia por quem nos atendeu (de resto, todos os funcionários foram extremamente simpáticos), fomos para a piscina interior demolhar um pouco, enquanto chovia torrencialmente lá fora. Para jantar, optámos por sair do hotel, apesar de haver jantar buffet e o bar servir alguns snacks (e sopa, que dá um jeitaço para quem vai com crianças). Era tarde, chovia, estava frio e vento (muiiiiito vento naquela zona). Não conhecíamos nada para aqueles lados e arriscámos o Restaurante do Parque. Divinal. O senhor sempre super simpático e o peixe maravilhoso. Recomendo!
O dia seguinte estava reservado para uma breve passagem por Óbidos, para almoçar. O Vicente adorou espreitar pela muralha imponente, a mousse de chocolate de sobremesa e ainda uma bomboca de bónus (os adultos foram para a ginginha fresca...maravilhosa!). Apetecia comer e comprar tudo o que se vende por aquelas ruelas tão giras. Mas depois, deu uma chovada tão forte que foi hora de fazer o caminho de volta a casa. Ainda parámos em Aveiro para lanchar. Quem não conhece a Padaria Flor de Aveiro, devia conhecer!
E assim foi a nossa escapadinha. Curta mas que soube muito bem.







6 de abril de 2018

Mais uma Páscoa em família

Já passaram alguns dias e, na verdade, não tenho nada de especial para dizer. As tradições mantêm-se e por isso o ritual do domingo de Páscoa continua muito idêntico aos anos anteriores. A primeira coisa que fazemos é preparar a chegada do compasso, que consiste em colocar flores e verduras à entrada de casa. Os miúdos gostam de ir ver onde anda a cruz e o senhor que toca a sineta. Depois vamos almoçar com o resto da família. Ovos cozidos em casca de cebola, carne assada, muitos doces, chocolates e amêndoas!!!!!
Este ano, pela primeira vez, fizemos uma caça ao ovo. Oferecem sempre tantos chocolates aos miúdos que decidimos juntar tudo e espalhar pelo jardim. Foi engraçado vê-los a correr e a espreitar por tudo o que era vaso, flores e relva. Mas acho que nesta parte foi mais divertido ver os adultos a correr atrás dos mais pequenos...ahahahah! No final, tivemos que confiscar praticamente tudo! Agora está tudo bem guardadinho para os papás miúdos comerem  numa semana irem comendo ao longo do ano!
Uma situação engraçada desta Páscoa também passou pelo interesse dos meus filhos no órgão de música onde passei muitas horas da minha adolescência. Ou porque precisava treinar para as aulas de música, ou porque ensaiava as músicas que ia tocar na missa ou, muitas vezes, para relaxar antes de um teste. Fui perdendo essa paixão, mas parece que os miúdos me estão a dar forças para arranjar um espaço em casa e, de uma vez por todas, levar para lá o órgão e voltar à música. Quem sabe!






7 de março de 2018

As crianças e a morte

Este tema é sempre estranho para mim. Não tenho nenhuma posição vincada sobre o assunto. Devemos explicar o que é a morte? A partir de que idade devemos falar?! Eu acho que cada pessoa deve fazer aquilo que acha mais correto com os filhos. E já se sabe que, mais cedo ou mais tarde, este tema vai ser alvo de assunto com as crianças.
Quando o Vicente nasceu, o avô paterno já não estava entre nós. Ele nunca o conheceu. Começou a ver fotografias e a ouvir falar dele e um dia perguntou onde estava o avô. Era de noite, íamos de carro e, na altura, só nos ocorreu dizer que era uma daquelas estrelas brilhantes. Desde então, sempre que ele via uma estrela dizia que era o avô.
Por outro lado, e como os meus pais são católicos praticantes, o Vicente, desde cedo, entrou em igrejas e cemitérios. Nunca escondemos o que significava, mas ele sempre achou que o avô era aquela estrela brilhante.
Há dois anos faleceu a minha avó materna. A bisavó do Vicente, com quem ele sempre conviveu. Nunca consegui falar com ele sobre esse assunto. E sempre estranhei ele não perguntar, pois era visita frequente a casa dela.
Meio ano depois, estávamos num casamento e alguém da mesa, que não conhecíamos, estava a meter conversa com o Vicente, com 4 anos. Então e a escola, e os amigos, e gostas disto, e gostas daquilo.....e os doces.....e os avós são fixes porque dão muitos doces....!!!! E assim do nada o Vicente diz: "eu tenho 5 avós, mas uma delas foi viver para muito longe, num prédio tão alto que chega ao céu...e eu não posso vê-la porque é muito difícil lá chegar"....Eu fiquei parva com tamanha resposta, mas depois não falámos sobre isso!
Há pouco mais de uma semana, íamos de carro, de noite, e o Vicente, com 5 anos, comentou: "Olha mamã, está uma estrela muito brilhante a seguir-nos. Sabes quem é? É o bubu! Mas olha, está outra mesmo ao lado também muito brilhante. Acho que já sei quem é.....é a bisavó!". Bem, eu fiquei sem saber o que dizer, o que pensar. Saiu-me um "tu sabes que a bisavó já morreu, não já?!", ao que ele responde de forma segura e calma: "Claro que sim!".

27 de fevereiro de 2018

Styling - dias de chuva

A chuva veio e parece que é para ficar! Estamos no tempo dela, é verdade! Com os raios de sol que tivemos nos últimos dias, quase já nem dá vontade de voltar aos modelitos "pesados" do inverno. Vamos ver se vai dar para contornar essa questão. Eu já ando a pensar em coisas mais leves, mas pela amostra de hoje de manhã, parece que ainda são precisos umas casacos e camisolas quentinhos!


Trench Mango. Vestido Mango. Sapatos Zara. Brincos Mango. Mala Zara.



Trench H&M. Camisola Mango. Calças Mango. Sapatos Zara. Mala Parfois. Brincos Parfois.

26 de fevereiro de 2018

Vitamina D, please

Parece que amanhã volta a chuva em força e para durar! Nós fomos aproveitar o sol ao máximo, pois já estávamos a precisar, e muito! Passeio e almoço em frente ao mar. Maravilha. Os miúdos adoram e nós também. Nestes dias não somos muito exigentes e, depois de uma sopa, deixamos que eles "escolham". Claro que tem que meter batatas fritas à mistura para o Vicente e salsichas para a Inês. Gelado de sobremesa e hora de regressar a casa, que as sestas da princesa ainda exigem algum controlo de horas. 
Depois do cenário chuvoso que se prevê, e que também é preciso, esperamos que o sol regresse para mais fins de semana assim. E, depois daquilo que temos visto nos jornais, temos mesmo que agradecer tudo o que temos e podemos fazer no nosso país (mesmo que nos possa parecer pouco)!!!


Sim, sou magra! E depois?

Eu sempre fui magra. Talvez pela genética, talvez porque sempre pratiquei desporto. Com a alimentação nunca tive muitos cuidados, é verdade. Mas também não sou muito de fritos, molhos e sei que não posso abusar no açúcar que fico mal disposta. Só de há uns poucos anos para cá comecei a introduzir uma alimentação mais saudável. No entanto nunca achei que não comesse saudável, simplesmente tentava equilibrar bem as coisas! Sempre gostei muito do equilíbrio, em tudo!
Depois das minhas duas gravidezes, voltei sempre ao peso que tinha inicialmente. Da primeira, voltei ao desporto de competição, pelo que, para além do peso, recuperei o meu músculo (atenção, nada comparado à forma da Carolina Patrocínio!!!!! ahahahah). Da segunda gravidez voltei muito rápido ao meu peso, mas desleixei-me mais no exercício. E passado 1 ano ainda emagreci mais 2kg (talvez falte aqui o meu músculo para me dar rijeza). Estou dentro dos parâmetros normais. O que é certo é que toda a gente nota que estou mais magra e não se coíbe de mo dizer. Eu vou ouvindo. Eu vou dizendo com um sorriso e a corar que ando sempre de um lado para o outro. Talvez seja o stress. Mas agora, até o porteiro do meu local de trabalho pergunta se eu estou doente. Depois há quem diga que eu estou a desaparecer. Vá, já começo a ficar um bocadinho farta de ouvir a mesma coisa e, não sendo propriamente hipocondríaca, começo a pensar em fazer novamente análises!
Com estes episódios, lembrei-me logo de uma amiga que sempre se queixou! Ela sempre foi magra! Ela não é uma pessoa doente! É magra! Ela sempre ouviu as pessoas dizerem que estava magra, mas com um tom mais depreciativo. E agora eu começo a percebê-la melhor. Um dia, essa minha amiga disse-me: "Então e os gordos?! As pessoas não abordam uma colega de trabalho e dizem que ela está gorda! Porque dizer a alguém que é gordo ofende, certo?! E dizer aos magros?! Não ofende?!"
Eu sei que pode ser difícil ter sensibilidade para este assunto. As pessoas podem ser magras ou gordas porque querem, pelos seu hábitos alimentares. Ou então pela genética. Pode ser ainda mais grave e estarem realmente com uma doença! E quem está do lado de lá, que não conhece a pessoa assim tão bem e não sabe, pode estar a ofendê-la ou a entristecê-la.
Não havendo problemas nem riscos para a saúde, as pessoas devem sentir-se bem e felizes consigo próprias. Isto é o mais importante!