11 de abril de 2011

Devaneios

Hoje tive uma conversa bastante enriquecedora com a minha amiga R. sobre as mulheres em geral e a nossa vida em particular. Parece que temos as duas o mesmo objectivo: ser Donas de Casa. Tudo seria mais belo e maravilhoso.
As manhãs eram dedicadas à piscina, ao ginásio, às massagens e ao spa. Já me imagino a acordar, entrar no meu Fiat500 e encontrar-me com a R. na piscina. Braçada para aqui, conversa para ali, braçada para acolá, cusquice para acoli. Depois íamos até à beira-mar saborear um bom pequeno-almoço. Como íamos andar sempre a fazer exercício físico e tratamentos de spa, acho que podíamos comer uns cupcakes em dias interecalados.
Hora de fazer o almoço. Produtos frescos, receitas saborosas. Quando o marido vem a casa almoçar, um prato mais elaborado, senão uma sopa e uma salada sabem sempre bem.
Ahhh, já são 15h. Vou descansar um pouco que o dia está a ser agitado. Após o descanso não pode faltar a escrita no blog. É sempre bom colocar os milhares de seguidores a par das novidades.
E chega num instante a hora do lanche, hora em que me encontro novamente com a R. para uma pausa na vida de domésticas para fazermos umas comprinhas. E não pensem que as domésticas não precisam de roupa jeitosa. Há sempre encontros sociais com as amigas e as idas ao mercado. Uma mulher nunca pode descurar a sua aparência.
O dia começa a escurecer e o jantar tem que se fazer. Um prato apetitoso e simples, pois o cansaço começa a notar-se ao final do dia.
Óbvio que não nos esquecemos das lides domésticas. Se forem feitas todos os dias nem iam dar trabalho nenhum. Um dia limpa o pó, outro dia passa roupa (entenda-se, t-shirts e coisas pequenas. As camisas e lençóis vão para a lavandaria), no dia a seguir aspira o chão, no outro não apetece e não se faz nada....
E era assim, a nossa vida de dondocas. Não tínhamos chefes, não tínhamos colegas de trabalho chatos e impertinentes, não tínhamos segundas-feiras penosas e vivíamos num eterno fim de semana.
Ainda tínhamos a vantagem de viajarmos quando nos apetecesse, sem ter que ver quantos dias nos faltam gozar ou se coincidem com outros colegas. E acreditem, íamos viajar muito! Principalmente quando os maridos têm que ir em trabalho para fora. Juntávamos o útil ao agradável, e com sorte ainda era a empresa deles que nos pagava o hotel!
Isto é só um pequeno lamiré sobre o que me ocorre agora, mas é claro que com um pouco mais de imaginação poderíamos chegar à conclusão que existem uma imensidão de possibilidades para fazer quando não se trabalha.
E como os sonhos ainda não pagam dívida, vou aproveitar e sonhar muito. Gostava de chegar à conclusão que a vida de doméstica é uma seca, mas por experiência própria.

Estes são os pensamentos de mais uma segunda-feira. Talvez amanhã já pense em ser Dona de Casa só da parte da tarde.

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