13 de junho de 2011

Eu ando de metro e adoro 4

A viagem do almoço foi bastante......(não encontro nenhuma palavra para a descrever)! Assim que entrei no metro, procurei um lugarzinho, pois estava cansada (do fim-de-semana). Como de toda a gente que entrou à minha frente, ninguém se sentou onde havia lugares, sentei-me eu.
Ora vamos lá tentar visualizar. Sentei-me na parte da carruagem que tem quatro lugares seguidinhos em frente a outros quatro lugares seguidinhos. Só estavam três pessoas para oito lugares e ninguém se sentou lá. Depois de eu me sentar a um cantinho, lá percebi porque é que as pessoas preferiram ficar de pé. Um rapaz com os pés em cima dos bancos com estilo "é melhor não te meteres comigo que eu sou estranho e mau", um senhor com aspecto quase normal e outro de t-shirt cabeada e tattoos a dormir.
Deixei uma cadeira de espaço do senhor que estava a dormir e logo a seguir sentou-se um "guna-mor" do outro lado. Tudo normal até o senhor começar a inclinar-se para o meu lado. E vem, vem, vem.....pára....volta ao mesmo sítio. E repete! E eu começo a delinear uma estratégia sem dar nas vistas. Nisto, o "guna-mor" dá uma galheta no ombro do dorminhoco, que quase nem abriu os olhos: "Não estás a ver que vais cair por cima da senhora?". O outro responde ainda a dormir: "Estás mais preocupado que a senhora (eu, claro)". O "guna-mor" aumenta o volume da voz: "Ela é que não disse nada, mas estavas quase a cair em cima dela. Cais para aqui e estás a desaparecer".
O dorminhoco continuou a dormir e o "guna-mor" saiu na estação a que estávamos a chegar.
Fiquei por minha conta, sem gunas para me "defender". O senhor continuou a dormir e a bambolear para os dois lados. Quando ele estava quase a atingir o raio limite "agora vou levantar-me antes que leve com a cabeça deste cromo", estava a chegar à minha estação e nem hesitei em levantar-me.

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