30 de março de 2015

Desfraldar e não complicar

O desfralde, esse bicho de sete cabeças....ou talvez não!
Não vou falar em teorias, porque essas há muitas e nem todas se adaptam aos nossos filhos. Às vezes pode ser difícil encontrar a ideal, mas se encontrarmos as coisas podem ser mais fáceis do que pensamos.
Há quase um ano atrás já tinha pesquisado sobre este tema, altura em que também tentámos o desfralde do Baby Boy. Achámos que ele (e nós também, confesso) ainda não estávamos preparados e decidimos adiar. Esta ano, com o Baby Boy no infantário, achámos que poderia ser mais fácil. Há duas semanas atrás, no final do dia, a educadora disse que tinham começado o desfralde na sala. Assim, zás-trás, sem pré-aviso. Andaram a treiná-lo no pote e ele já se mostrava motivado a sentar-se. Achei estranho ser assim sem mais nem menos, mas já que o tinham começado não íamos travar em casa. Foi uma questão de aumentar o stock de cuecas, meias e calças de fato de treino (que é como o Baby Boy anda durante a semana). O primeiro dia foi para esquecer e eu, não sei se foi destas hormonas descompensadas da gravidez, fiquei sem grandes esperanças.
Mas no segundo dia, convenci-me que ia custar, que ia precisar de muita paciência, de muitas macacadas, mas que não ia desistir assim tão facilmente. Assim que cheguei a casa com ele, decidi que ia ter que o sentar no pote (coisa que ele recusava desde sempre). Levei os carros para fazer xixi, as ferramentas para consertar os que estavam estragados e ainda esferovite que veio com uns artigos de festa que tinha comprado. Ele lá se sentou.....e começou a festa. Carros a falar, acidentes e muiiiiiiiiita neve (bolinhas de esferovite) a cair na casa de banho de serviço (se tivéssemos visitas ia ser bonito). Foi uma alegria e eu nem sei onde fui buscar tanta energia. E ele fez xixi. Mais festa! Olé, olé, olé, olé, olé e o Vicente é que é!!!! Muitos beijinhos...."boa filho, és um menino grande e forte como o homem aranha". E ele todo contente (tão contente que minutos depois viu-me na casa de banho e veio dar-me beijinhos e dizer "mamã, conseguiste fazer xixi"...eheheheh). Depois de tudo isto parecia que tinha sido atropelada por um camião. Só pensava "oh não, isto agora vai ser sempre assim......"
No terceiro dia optei pela estratégia da bolachinha (um obrigada à minha amiga R. que me deu a dica). Bolachinhas do zoo para os meninos que vão ao pote...e resulta! E foi assim durante vários dias. Claro que com alguns deslizes pelo meio, mas cada vez menos. Na primeira semana, o Baby Boy não pedia para ir ao pote, pelo que o íamos colocando em determinadas alturas (quando chegamos a casa, antes do jantar, antes de ir para a cama, assim que se levanta de manhã...) ele faz ou então diz que o xixi está a dormir. A parte sólida desta fase não foi muito pacífica, pois ele só conseguia fazer na cueca e recusava-se a ir ao pote.....até ontem, em que não sujou roupa e fez como deve ser :))))
Nas sestas já não usa fralda e a próxima etapa é tirar a fralda à noite. Tudo a seu tempo. Para já, vai no 5º dia com a fralda seca de manhã, o que poderá ser um bom indício. Não posso pensar que não haverá mais deslizes e convém andar sempre prevenida, mas até ao momento está tudo bem encaminhado.
Fica aqui o cenário de circo do primeiro xixi no pote (de casa) do Baby Boy. Não é uma coisa bonita de se mostrar, mas é um marco importante no seu crescimento e independência e queria deixá-lo aqui registado!



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