27 de julho de 2015

Ataque às pintinhas

A Inês nasceu e no dia seguinte recebeu a visita do Vicente. Arrisco a dizer que ele apaixonou-se por ela, mas isto só depois de abrir o presente que a maninha trouxe. Beijinho para aqui, festinha para ali e um sorriso na cara sempre que olha para umas mãos e uns pés tão pequeninos.
Dois dias depois recebemos a notícia que o primo que anda na creche com o Vicente tem varicela. A primeira coisa que fizemos foi tentar perceber se a Inês podia correr algum risco. Recebemos opiniões diferentes e decidimos seguir os conselhos do pediatra. Como eu já tive varicela, em princípio a Inês estará imune, uma vez que traz os meus anticorpos. Mesmo assim o Vicente deixou de ir à creche e em casa, apesar de não proibirmos o contacto com a irmã, tentámos que fosse o menor número de vezes possível. Lá no fundo, com tanto beijo que ele lhe deu na boca e nos olhos, se tiver que haver contágio já houve (agora esperamos os dias de incubação para perceber se ela está ou não imune!).
Após 15 dias de incubação lá vieram as famosas pintinhas. Felizmente não apareceram muitas e o Vicente não teve praticamente comichão, o que facilita o processo de cicatrização. Apenas aplicámos uma loção antiga (receitada pelo pediatra) à base de produtos naturais, o Caladryl.
Ora, tudo isto baralhou-nos as rotinas por completo. Com a Inês não há rotina, pois ela mama quando lhe apetece e não tem hora marcada. O Vicente em casa dos avós ficou um mimado de primeira, com uma rotina bem diferente da que estava habituado e com muitas saudades de casa. Temos tentado gerir a situação da melhor forma, mas pareceu-nos melhor ele ficar por casa dos avós durante a semana, quando estou sozinha com a Inês, e estar por nossa casa ao fim de semana, que é quando já tenho o apoio do meu marido.
Apesar do pediatra não ter proibido o Vicente de sair de casa, desde que não vá para espaços fechados, o facto do sol poder ser prejudicial para as pintinhas fez com que tanto ele como nós passássemos a maior parte do tempo em casa. E isto em pleno verão é uma chatice. Ele lá se foi aguentando e, se tudo correr bem, ainda esta semana volta para a creche e nós vamos tentar retomar a rotina possível. Amanhã a Inês faz 3 semanas e os passeios também começam a ser cada vez mais frequentes, pois até agora têm sido tímidos e rápidos.
Após o nascimento da nossa Baby Girl não foi o regresso a casa mais esperado, mas cada vez mais temos que nos convencer que não adianta muito planear as coisas, sobretudo com miúdos.
A varicela não é uma doença grave, mas que é muito chata é!


1 comentário:

  1. :( sempre uma chatice quando estas coisas acontecem! e parece que escolhem os piores momentos!
    A mim partiu-me o coração ter que tirar a Teresinha de casa quando a mana nasceu.. :( mas é mesmo o melhor!!
    beijinhos!

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