25 de agosto de 2015

Os manos

Duas crianças em casa. Ainda me estou a habituar. Tanto está uma calmaria e até parece fácil, como no minuto seguinte instala-se o caos. O Vicente tem sido uma ternura com a irmã. Assim que acorda quer vê-la, adora dar-lhe beijinhos, quando ela chora fica preocupado e até já dá palpites: "tem fominha, mamã", "se calhar dói-lhe a barriguinha"...Pede para pegar nela, diz a toda a gente "é a MINHA maninha" e quandoela se mexe muito pergunta o que se passa.
Faz hoje 7 semanas que a Inês nasceu e ainda é tudo novidade, pelo que os ciúmes ainda devem estar para chegar. Por enquanto, quando ele vê as pessoas a conversar muito com a irmã começa a mostrar os carros que tem ou a pedir para irem brincar com ele. De resto, é só carinhos, que algumas vezes vêm com mais força do que o necessário, pois ele ainda não percebeu que a maninha não é assim tão elástica como parece. Já ela, quando o irmão se aproxima fica sempre desconfiada. Acho que está à espera que ele lhe enfie um dedo no olho ou um carro na testa....
Espero que ao longo dos dias, dos meses e dos anos eles desenvolvam uma grande amizade e cumplicidade e que estejam sempre prontos a apoiarem-se mutuamente, mesmo com algumas desavenças à mistura (possíveis e muito prováveis, sobretudo em idades menores).







20 de agosto de 2015

Amamentar, uma escolha

Pensei algumas vezes se escrevia ou não sobre o tema da amamentação, mais concretamente sobre a minha experiência. Costuma ser um tema polémico e há sempre alguns extremismos. Na minha opinião, cada mulher deve decidir o que for melhor para ela e para o bebé, seja qual for a sua opção. Há quem não queira amamentar assim que o bebé nasça e também há quem amamente até o filho ter 3/4 anos. Depois de ser mãe aprendi a não julgar ou criticar as opções de cada uma, sobretudo relativamente a estes assuntos da maternidade.
Quando o Vicente nasceu o que eu mais queria era amamentar, mas não foi possível por muito tempo. Eu estava infeliz e o meu filho não aumentava de peso como seria de esperar. Entrei num turbilhão de emoções e decidi parar quando estava a começar a entrar em queda livre. Foi um primeiro mês em piloto automático.
Engravidei da Inês e um dos temas em que pensei logo foi precisamente este. A minha primeira decisão foi "não quero amamentar", "não quero passar por tudo outra vez". Depois de muito pensar, de falar com amigas, de me informar e de voltar ao curso de preparação para o parto, decidi dar uma segunda oportunidade. Tentar não custa e queria ver como as coisas corriam. E assim foi!
Na primeira hora a seguir ao parto colocaram a minha bebé ao peito e nas 23 horas seguintes foi preciso muita insistência e paciência, até que ela pegou e muito bem. Mais informada sobre o tema, o regresso a casa foi pacífico. Nunca tive dores, nem problemas no peito, por isso estava tudo a correr bem. A Inês estava a aumentar o peso dentro da normalidade e muito bem de saúde. Acho que mais não podia pedir.
Mas após duas semanas a lutar contra o que realmente sentia, já a Inês tinha 5 semanas, decidi que não queria mais amamentar. Foi uma decisão muito ponderada, com algum sentimento de culpa porque sei todas as vantagens que leite materno tem. Mas depois também tem o eu, o não me sentir bem e estar constantemente a stressar, o não estar a aproveitar a minha filha nesta fase, que por si só já não é das minhas preferidas.
Muitas vezes somos pressionadas pela sociedade, pelos profissionais de saúde, pela família, pelos amigos......não queremos que nos julguem más mães e por isso agimos segundo o que achamos que os outros vão pensar. E acho que foi por isso que demorei a decidir, porque sei que as pessoas mais importantes para mim me apoiam, mas também sei que outras pessoas estão prontas para me apontar o dedo, mesmo que seja baixinho, sem eu estar a ouvir.
Acho que tudo isto me levou a publicar este post. Mesmo sabendo que posso ser muito criticada, queria deixar aqui uma palavra de apoio a quem decide não amamentar. Quando as mães não podem amamentar por alguma motivo que não depende de si é mais fácil conversar sobre o assunto do que dizer simplesmente "eu não quero". Porque não é por isso que vamos ser piores mães, ou que os nossos filhos vão ser mais isto ou aquilo. O mais importante é que mãe e filho estejam bem e que haja sempre muito amor para dar e receber!

13 de agosto de 2015

O regresso a casa

Os primeiros dias em casa com um recém nascido, mesmo sendo mãe pela segunda vez, são sempre um turbilhão de emoções. Acrescentando os baby blues e uma criança ainda pequena e temos dias intensos, cansativos e muito cheios, onde é preciso uma enorme dose de paciência e amor também. 
Como eu já sabia pelo que poderia passar, decidi ser mais ativa, para assim tentar contrariar os sentimentos menos bons. No dia a seguir ao regresso a casa, acordei pela fresca (que remédio!!!), tratei da Baby Girl e deixei-a sob vigilância do pai. Tomei um bom banho, escolhi um modelito giro (e compatível com a amamentação..........o que nem sempre é fácil) e fui comprar revistas. Sair de casa, encontrar os vizinhos e sentir o sol na cara fizeram-me maravilhas.
Desde então, arranjo-me sempre de manhã (maquilhagem incluída, mesmo que muito discreta), vou passear até ao jardim, vou comprar o pão, vou dar um passeio pelo bairro com o Baby Boy......aqui o que interessa é sair e espairecer. Inicialmente deixava a Baby Girl com o pai ou avós por uns minutos, mas agora ela também já nos acompanha. Até já demos um saltinho à praia, sempre com a bebé muito resguardada do sol, claro.
Mesmo assim passei por minutos de choro involuntário e senti que era uma pessoa muito infeliz sem motivo para tal. Parece estranho dizer isto, logo agora que a família aumentou e estamos todos bem!!! São momentos que também podem fazer parte do pós-parto e temos é que tentar minimizá-los, até passarem por completo.
Não faz sentido ficar em casa todo o dia, ainda para mais no verão. E depois também existe o Baby Boy, que precisa gastar energias ao ar livre. Neste momento ainda não domino amamentar em público, pelo que tento sair de casa logo após alimentar a Baby Girl e dou passeios mais curtos.
Tento fazer tudo aquilo que me faça sentir bem (e dentro do que é possível fazer com um recém-nascido) para passar esta fase o melhor possível. Apesar do foco serem os meus filhos, eu também tenho que estar feliz e de bem comigo mesma.
E se puder ajudar alguma mamã na mesma situação é a dica que deixo: não se descurem.....tratem de vocês, mesmo que seja para ficarem em casa, e saiam para um passeio sempre que possam. Vão sentir-se bem melhores!





12 de agosto de 2015

No hospital

Os posts agora têm tendência a convergir para esta nova fase da minha vida: mãe de duas crianças. E começando pelos primeiros dias de Baby Girl venho falar-vos do hospital. Já se sabe que existem diferenças entre hospitais públicos e hospitais privados. Eu frequento os dois e vejo bem que há vantagens e desvantagens nos dois sítios. Quanto a isto acho que cabe a cada um ponderar todos os fatores e decidir o que for melhor para a sua situação.
Quando engravidei novamente voltei a questionar-me onde queria que o parto se realizasse. Felizmente moro praticamente ao lado de vários hospitais, quer públicos como privados e em menos de 5 minutos consigo chegar a pelo menos três. O meu obstetra também trabalha quer no público como no privado. O "problema" estava no estar acompanhada, sobretudo de noite, o que só é possível no privado. Ter alguém comigo, nomeadamente o meu marido, era muito importante, pois da primeira vez senti falta de algum apoio no horário noturno (num hospital público). Mas assim que recebi a notícia que o hospital público da minha área de residência e onde trabalha o meu obstetra tinha iniciado a permissão dos pais 24h/24h acho que nem hesitei. Para além disso é um hospital amigo dos bebés, o que significa que nos dão todo o apoio necessário nas questões da amamentação (algo que não correu bem da primeira vez e que queria tentar novamente).
E assim foi, a Baby Girl nasceu num hospital público, onde fomos muito bem recebidos e orientados, desde o bloco de partos ao internamento; onde tive o meu marido sempre comigo; onde me apoiaram e ajudaram nas primeiras horas com a amamentação; onde tive a sorte de estarem poucas mamãs e por isso ficarmos num quarto só para nós (e onde normalmente estão duas mamãs). Posso dizer que tive uma experiência muiiiiito positiva e sempre acompanhada por ótimos profissionais. Mais não podia pedir.
E para quem tem dúvidas onde ter o seu bebé, o melhor é informar-se sempre de todas as condições de cada hospital e decidir pelo sítio que lhe transmita mais segurança e tranquilidade.


A preparar a chegada da Inês.
A preparar o nosso regresso a casa.


9 de agosto de 2015

Ser mãe também é...

...tirar um bocado de pão do nariz do Baby Boy, pois ele achou que tinha piada encaixá-lo lá!!!!!