23 de setembro de 2015

Fim de semana a três

O fim de semana que passou foi dedicado ao Baby Boy e a novas experiências. Há já algum tempo que tínhamos este programa em mente, mas com o pequeno susto que tive às 30 semanas de gravidez decidimos adiar para depois do parto. Deixámos a Baby Girl aos cuidados dos avós e lá fomos para um fim de semana a três.
Começámos com a viagem de avião, a primeira vez para o Baby Boy. Ele ainda não sabe contar, mas todos os dias perguntava se era amanhã que íamos andar de avião. E o que ele adorou. Delirou com os aviões na pista, com o cinto que abre e fecha, com a descolagem, as janelas pequeninas, a mesa que desce, o barulho do trem de aterragem e a manga que nos leva até ao aeroporto. No regresso ao Porto ainda teve a sorte de ir ao cockpit falar com os pilotos (pena ter ficado envergonhado na hora de tirar uma foto!).
Já em Lisboa, aproveitámos para visitar o Jardim Zoológico. Vimos as zebras, os tigres, as girafas, os leões, os golfinhos, os elefantes, os macacos.....enfim, o delírio com tanto animal. Pena o calor que se fez sentir, que neste caso deixou-nos ainda mais cansados.
No dia seguinte passámos pela Kidzania, já que o Baby Boy está sempre a dizer que vai ser bombeiro e polícia. Foi muito engraçado vê-lo em alguns ambientes de "trabalho". No final queria repetir tudo.....É um espaço muito engraçado e muito bem organizado. Os miúdos podem experimentar imensas profissões, bem como passarem por consumidores. Têm que gerir muito bem o "dinheiro" que recebem logo no início e se quiserem mais têm que trabalhar. Há atividades que só dão para os mais crescidos, mas mesmo assim já deu para passarmos um bom bocado. E ainda tem uma praça da alimentação, o que dá imenso jeito.
Ainda deu tempo para os pastéis de Belém quentinhos e um breve passeio em Belém.
Regressámos a casa cansados, muito cansados, mas também felizes. Ainda tivemos umas aventuras pelo meio, pouco agradáveis, mas que vão ser alvo de muitas gargalhadas.


A partida


No Jardim Zoológico


Na Kidzania



O regresso

15 de setembro de 2015

Voltar à forma pós parto

Lá fora chove muito, o vento sopra na janela e o céu está mesmo triste e cinzento. Hoje não há passeios para ninguém. Só saiu o Baby Boy para a escolinha e o meu marido para trabalhar. Eu tento ficar quentinha e agasalhar bem a Baby Girl, que ainda por cima anda constipada. Já tenho que acender as luzes, senão fica tudo muito escuro. E enquanto o tempo vai passando devagar, eu aproveito para delinear alguns objetivos para os próximos meses. Não que ainda não tivesse pensado neles, mas agora com mais calma. Um deles é voltar à forma, para me sentir ainda melhor (e claro, para a minha roupa voltar a servir toda).

Próxima missão: barriga lisa e coxas tonificadas.

E o que não pode faltar?! Muita água, exercício, legumes e fruta. Isto é sem dúvida o essencial.
Desta vez também decidi comprar um pack de 10 massagens para me ajudar nesta luta, sobretudo no que toca à parte da flacidez. 
Não vai ser de um dia para o outro, mas ando empenhada em seguir algumas regras. Comecei a fazer uma série de 20 abdominais quando me levanto e outra quando me deito e ao jantar já tento reduzir na quantidade da refeição, sobretudo hidratos. A parte dos doces, e agora que passo mais tempo em casa ou a passear pelo shopping, é mais difícil, mas já penso duas vezes antes de atacar um bolo. E a água, ai a água, que me esqueço tantas vezes de beber ......
Como o frigorífico é dos locais onde não passo um dia sem lá ir, decidi deixar lá uns lembretes. Pode ser que assim consiga ser mais exigente comigo mesma!
Agora é seguir as regras e esperar pelos resultados, que ainda vão demorar.


7 de setembro de 2015

Era uma vez na praia...

Já sabia que com um bebé de verão, as idas à praia não seriam propriamente o programa diário, apesar de ser o mais apetecível. Ainda na fase em que amamentava a Baby Girl, experimentei ir uma manhã, logo pela fresca. Ficou à sombra e quando tinha que dar de mamar ia para dentro da barraca de praia, onde tinha mais privacidade e onde sabia que ela estava mais protegida.
Depois de passar em exclusivo para o biberão consegui pisar a areia mais umas três vezes, já sem a Baby Girl, que ficou com o pai ou com os avós. Soube-me maravilhas, nem que tenha sido por curtos períodos de tempo. Todos os anos sinto necessidade de mergulhar nas águas frias do Norte. É uma sensação de libertação enorme.
Hoje de manhã, depois de ver as previsões do tempo, decidi encher a mala do carro com tudo o que era necessário e, depois de deixar o Baby Boy na escola, dei mais um saltinho ao areal. Que silêncio, que tranquilidade. Poucas pessoas, um tempo do melhor que há, uma água ótima e sem ondas. Não fosse ficar dentro da barraca de praia metade do tempo em que lá estive para tratar da Baby Girl e teria sido perfeito para uma manhã de muitos mergulhos e grandes banhos de sol. Ir com um bebé que não pode apanhar sol, que tem que ficar sempre na sombra, bem acomodado na alcofa, e que requer cuidados não é propriamente o ideal de praia, pelo que se o fizer mais vezes ainda este mês está decidido que será a solo e não com a cria. Nem que seja por breves minutos, já que moro perto de uma extensa área balnear. São momentos que me dão energia e que me deixam mais tranquila.
Para o ano já será diferente! 
Este ano, os poucos bocadinhos que consegui ir são melhores que nenhum.






1 de setembro de 2015

Nem sempre é fácil

Um post em tom de desabafo. Nem sempre é fácil ser mãe.
Às vezes olho para as mulheres que não têm filhos e sinto ali uma pontinha de inveja. Começo a relembrar o tempo em que eu não tinha tantos horários a cumprir. Não havia banhos para dar, birras para aturar, crianças para adormecer. Raras eram as vezes em que me levantava durante a noite e não tinha que interromper o jantar umas trinta vezes para colocar a chupeta no bebé. O fim de semana podia ser passado no sofá até ao jantar ou na praia sem estar sempre preocupada com as sombras ou se levo lanche suficiente. As escapadinhas a dois eram marcadas quase na hora, sem me preocupar se os avós estavam disponíveis para tomar conta dos netos. Havia uma liberdade que de um momento para o outro desapareceu e às vezes tenho mesmo saudade de sermos só dois, eu e o meu marido.
E agora que esse tempo já passou penso no que perdi. Mas será que perdi mesmo alguma coisa?! A vida não é melhor nem pior, apenas diferente. Num momento em que tenho tantas coisas boas e só motivos para celebrar, a saudade bate bem forte e parece que sou uma infeliz, o que não é verdade.
E quando penso muitas vezes nestes tempos de mulher sem filhos começo a sentir-me culpada. Mas que raio de mãe sou eu? Tento agarrar-me às coisas boas da maternidade, mas há dias em que nem isso é suficiente. Depois o dia passa e a noite faz desaparecer todos estes pensamentos. Felizmente são sempre pequenos e rápidos.
Acordar e ver um filho sorrir é talvez das coisas mais maravilhosas que já vivi. Parece banal? E é.....é apenas um sorriso, mas que vem carregado de energia e coisas boas.