26 de fevereiro de 2016

Que raio de praga

Quem me segue no instagram deve ter reparado que há duas semanas atrás descobri piolhos na cabeça do Baby Boy......e na minha (com tanto abraço e raides noturnos do Baby Boy à nossa cama teria sido um milagre eu não ter apanhado)!!!!!!!!! A primeira reação foi um bocado alarmista. Tanto foi que o miúdo saiu logo de casa com o pai para ir rapar o cabelo a pente quatro. Depois percebi que apenas facilita a inspeção à cabeça, mas a praga não vai embora só com o cabelo mais curto.
Fizemos logo o tratamento e passámos uma tarde na casa de banho a desinfestar a nossa cabeça.  Que diversão........Minha nossa, que trabalheira que aquilo dá. Não desejo a ninguém. O meu medo era a Inês, mas felizmente estava limpinha.
Depois passei à parte de lavagem da roupa. Roupa de cama, toalhas, tapetes, mantas, cadeirinhas do carro, gorros.....tudo o que usámos na última semana mereceu o devido tratamento. Foi um fim de semana para lá de cansativo. Ainda por cima com imensa chuva.
Estou a falar-vos disto abertamente, mas sei que ainda é um assunto tabu (acreditem que depois deste episódio fiquei perita na matéria). Há quem ache que é coisa de quem não tem higiene suficiente ou de quem não saiba o que é um banho. Pois é, tudo mito. Pode aparecer em qualquer um de nós. Cabelos compridos ou curtos, loiros ou escuros, crianças ou adultos, ricos ou pobres, quem toma banho 2x por dia ou só quem toma 1x por semana. Aqueles bichos nojentos não escolhem nada disto e até se diz que gostam mais das cabeças limpinhas.
E depois há os pais mal formados, que não querem saber ou que dizem que é impossível o filho ter  piolhos porque toma banho todos os dias. E isto faz com que seja difícil parar a praga numa creche, por exemplo.
Eu espero nunnnnnnca mais passar por isto. Não mata mas mói e dá mesmo muito trabalho.
Ficam aqui algumas sugestões, mas se fizerem uma pesquisa rápida na internet encontram logo uma série de artigos sobre o assunto.
- A prevenção é o mais importante, pelo que daqui para a frente o Baby Boy não se livra de uma inspeção à cabeça 1x por semana.
- No caso de se verificar a existência de piolhos convém ver na família toda. Olhem se eu não fosse ver o meu cabelo, andávamos em círculo a passar uns aos outros. No caso de mais alguém da família ter, faz-se logo o tratamento.
- Avisar logo na escola. Se houverem mais casos e as outras pessoas não fizerem o tratamento, é bem provável que os piolhos voltem a aparecer em nossa casa. É aqui que entra o bom senso dos pais. O meu filho também toma banho todos os dias e lava o cabelo dia sim dia não e mesmo assim teve piolhos, por isso é melhor passar à inspeção e não achar que em nossa casa não há disso.
- Lavar tudo o que esteve em contato com a pessoa, para evitar reaparecimento.
- No site da Paranix, que foi o champô que nos venderam na farmácia, tem tudo muito explicadinho. Basta seguir as indicações e ver as imagens. A mim ajudou-me, mas há outros produtos e sites que têm bastante informação.
E espero que ao lerem este texto não estejam já a coçar a cabeça, pois é bastante sugestivo.
Não desejo esta praga a ninguém!

Os 7 meses da Baby Girl

Ando a tentar escrever este post há 15 dias. Mais um bocadinho e já falava dos 8 meses da minha bonequinha.
A Baby Girl está uma fofa (qual mãe babada a falar!!!!). Para já não nos podemos queixar. Em poucas palavras, é uma menina sorridente, "faladora", apaixonada pelo irmão e as suas palhaçadas, muiiiito comilona e tem dado umas noites tranquilas. Desde cedo implantamos rotinas e acho que têm dado resultado. Talvez pela experiência que tivemos com o Vicente, que pelo facto de eu ter continuado a jogar desporto federado não tinha rotinas tão bem definidas, desta vez (e depois de ler algumas coisas sobre o assunto) decidimos fazer as coisas mais planeadas na rotina e no sono. Nada de muito rígido, porque nós também gostamos de alguma flexibilidade, mas pelo menos alguma coisa mais consistente.
Já come sopa, papa, açorda, farinha de pau, carne, peixe, fruta, pão e bolacha maria. Não tarda começa nos iogurtes e nas massas e arroz. Quando damos conta......já passou mais um mês! Só na parte do sentar estava mais verde, mas já se começa a sentar sozinha cada vez por mais tempo. E nestas coisas não podemos olhar, nem comparar para o exemplo do primeiro, porque os bebés e crianças crescem com ritmos diferentes.
Outra questão é a relação entre irmãos, que vai aumentando de dia para dia. A Inês já reage a muito mais coisas e o Vicente aproveita para mostrar os seus dotes de acrobata, palhaço e dinossauro. Ela ri. Ri muito. Os olhos brilham só de o ver. E fica sempre à espera que ele continue. Ele é um amor com ela, sempre pronto a ajudar (e a dizer que ela tem fome quando está a palrar). Chama-lhe pipoquinha desde que ela estava na barriga e parece que ainda vai continuar assim por muito tempo :)
E agora entendo umas palavras que ouvi há uns anos atrás, de uma mãe que dizia que com o nascimento do segundo filho o amor não se divide, mas multiplica-se Y


8 de fevereiro de 2016

À procura de novos desafios

Ainda estava grávida quando um grupo de amigas começou a participar em trails. Na altura não podia, por razões óbvias, mas sempre fiquei com o bichinho para experimentar. Como diziam que era uma prova exigente, deixei passar alguns meses pós-parto para me preparar melhor e não correr o risco de desistir ao primeiro quilómetro.
Para me motivar a treinar, ainda o ano passado, inscrevi-me num trail para fevereiro. Realizou-se ontem de manhã. Não falemos na preparação, porque acho que só corrida não conta e é o que de momento estou a conseguir fazer. Já para não falar que não ando a correr tantas vezes como queria. Ainda pensei desistir do mini-trail de 12km para o qual estava inscrita e passar para a caminhada dos 5km, mas assim nunca saberia como era uma prova destas e como ia em grupo há sempre outra motivação.
Começámos logo bem, sem aquecer NADA. Tiro de partida e lá vamos nós. Meio do mato, a subir e a descer e muitas partes com água e lama. E tendo em conta a chuva que caiu no sábado (que foi muita!!!) já podem imaginar o lamaçal que aquilo estava. No início tivemos logo que fazer uma subida muito acentuada e lonnnnnga, o que me levou a pensar duas coisas: "quando é que isto acaba" e "tão cedo não me vêm numa prova destas". Cada subida que eu fazia dava-me vontade de chamar alguém para me levar dali. Foi um massacre de subidas!!!!! O grupo auto-motivava-se, valeram-me as minhas super amigas. Mas nem tudo foi mau, também houve partes desafiantes que eu gostei mais, como andar em riachos (não é atravessar, é mesmo subir riacho acima), passar poças de lama e descer ribanceiras agarrada a árvores. Sem dúvida que a entre-ajuda entre todos os participantes foi espetacular, já para nem falar na organização que preparou tudo muito bem. Tínhamos vários elementos ao longo do percurso, havia um posto de abastecimento (com marmelada, banana, laranja, batata frita, bolachas, líquidos) com umas senhoras super simpáticas e no final ainda havia almoço.
Andámos 2h30 no meio do monte, com momentos muito exigentes e outros mais divertidos e de convívio. Tivemos que andar com cautela, saltar, trepar e correr. Para mim o mais difícil foram mesmo as subidas com bastante declive. Talvez participe noutro, mas ainda estou a "curar" o desgaste deste (aiiiiii as minhas coxas!!!!).
Para quem queira experimentar deixo alguns conselhos (de alguém que é leiga neste desporto e que fala pela experiência de apenas uma participação):
- esquecer impermeáveis (depois do segundo quilómetro ia morrendo de calor - e atenção que estava frio - e depois tive que andar com o casaco amarrado à cinta)
- comprar calçado específico, pois está pensado para o tipo de terreno que pisamos nestas provas (eu comprei o modelo mais barato da Decathlon e acho que se continuar a fazer esporadicamente este desporto dá perfeitamente)
- muito importante é comprar 2 números acima. Eu sei que parece ridículo, mas quem compra o número certo costuma queixar-se de unhas pisadas e pés desfeitos
- aquecer muito bem antes de começar e quando acabar não esquecer de alongar (eu não fiz nem uma, nem outra!!!!!)
- levar sempre uma muda de roupa porque saímos de lá imundas, precisamos mesmo de um banho
- de preferência ir em grupo, pois a componente de convívio ajuda a ultrapassar alguns desafios mais exigentes

Ficam aqui algumas fotos que tirei com o telemóvel. Não tive coragem de pegar nele nas situações potencialmente mais "perigosas", não fosse eu escorregar no riacho ou deixá-lo cair no meio da lama.....




1 de fevereiro de 2016

Douro lovers

Apaixonada pelo Douro vinhateiro, sobretudo pela paisagem que tanta calma me transmite. O rio, as vinhas, adoro aquela região. Gosto de lá ir em qualquer época do ano.
Desta vez decidimos ir uma sexta-feira e regressar no sábado. Foi uma escapadinha curta mas que já soube tão bem. Estava a precisar de uma folga das rotinas, dos filhos e dos lugares de sempre. Para ser mais precisa umas férias era o que vinha mesmo a calhar, mas umas horas longe da confusão já deram para repor alguma da sanidade e paciência que estava a precisar.
Entrar no circuito de spa sem horas, jantar pelo hotel, passar uma ótima noite de sono (sem interrupções....yehhhhhh), estar com o meu marido, termos um diálogo do início ao fim, tomar um pequeno-almoço de hotel (sem remorsos......agora há que não parar de correr), andar pela marginal do rio sem rumo.
Um destino a visitar vezes sem conta :)