11 de maio de 2016

Eu mimo os meus filhos

Esta coisa do mimo tem muito que se lhe diga. Começou logo quando o Baby Boy nasceu e ouvi algumas pessoas dizer "não dês muito colo que ele habitua-se e depois é uma chatice". E, passados poucos anos, houve alguém da família que associou o mimo a má educação: "que miúdo mimado, que não empresta os brinquedos a ninguém". 
Ora eu com os meus filhos, e como em tudo na minha vida, procuro sempre um equilíbrio. Não gosto de caminhar para os extremismos e acho que o fundamental é conhecer bem os meus filhos e agir com conhecimento e intuição. Gosto de ler várias teorias e livros de maternidade e infância, mas depois adapto o que absorvi dos textos à minha família, aos meus filhos e à nossa realidade. Porque somos todos diferentes e não nos podemos andar para aí a catalogar e a querer ser iguais a todos os outros, pois acredito que é na diferença que estão as nossas virtudes.
O mimo não é excepção, com conta, peso e medida. E se há momentos em que quero que eles percebam que é assim e não se fala mais nisso (como comer a sopa, lavar os dentes, não comprar doces com frequência, entre outras regras que temos em casa), também há espaço para muitos mimos. E quando eles estão doentes eu não meço a mimalhice que lhes dou. Já é tão mau eles estarem mais parados, com dores de cabeça ou barriga e tantas outras doenças que vão apanhando, que não consigo estar a impor muitas regras e ser muito exigente.
No fim de semana o Baby Boy esteve doente. Começou a vomitar sabe-se lá porquê e queixava-se da barriga e da cabeça. Esteve assim dois dias e ao terceiro já se notou uma melhoria bastante significativa. Nesses dias comeu menos, só queria gelatina, dormiu muito e pedia para ver os mesmos episódios do Mickey vezes sem fim. Não foi à escola e ficou com a vóvó, que o tratou com o maior amor e mimo do mundo. Como ele adora plasticina, comprei-lhe um kit para fazer modelagem e ele adorou (quem não gosta de receber um miminho quando está doente?!), mas só durante 5 minutos porque depois aterrou no sofá. Mas quando se sentiu um pouco melhor não parou mais de brincar com os moldes e colocou a família toda a fazer tartes e gelados de plasticina.
Claro que por ele já não ia mais à escola esta semana, passava os dias com a vóvó que lhe faz todas as vontades e estava horas a fio a ver bonecada. Mas como já está no seu perfeito estado normal e as regras e rotinas voltam a ter que ser cumpridas, ele percebeu que não havia ali muita margem para grandes fitas ou birras. 
Para mim, os mimos significam amor e nunca os deixo para trás quando os meus filhos mais precisam Y


3 comentários:

  1. Concordo plenamente! ;)

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    1. Cara Ana, gostei muito do seu blog. A escrita, os temas reais, desabafos e peripécias. Mas não dá para comentar! É mesmo assim?
      Seja como for, estou a segui-lo ;)
      Beijinhos

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    2. Ainda bem que gostou. Obrigada.
      Também gosto muito de vir aqui :)
      Não sei o que se passa com os comentários, vou ver..
      Beijinhos

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