27 de dezembro de 2016

Filhos

O ano está quase a acabar e é quase inevitável não pensar em várias coisas da vida. Uma delas, claro está, são os meus filhos. Que amor é este que nunca mais acaba.......
Começo por relembrar os tempos em que não havia crianças. Ser mãe nunca foi o meu maior sonho. Sempre passou pelos meus pensamentos como algo do futuro, mas não era uma coisa que eu desejasse mais do que tudo. Depois de alguns anos de casada, a ideia de ter filhos começou a ter mais sentido. Parecia que faltava alguma coisa, que estávamos incompletos. E foi aí que decidimos tentar e de repente já estávamos com o Vicente nos braços. Sem dúvida que com ele subi a uma nova dimensão. Este miúdo é sem dúvida uma fonte de aprendizagem para mim. Apesar de toda a parte menos boa que existe na maternidade (e se existe!), decidimos ir para o segundo. Veio a Inês. Traquina e tão doce princesa. Se eu achava que já não havia sossego em casa (e atenção que o Vicente é uma criança super calma, compreensiva e obediente), então com dois e com um mini furacão como a Inês, percebi realmente o que é o caos. E eu podia continuar a "queixar-me". A preocupação constante que eu tenho com eles, os ranhos que vão aparecendo e que rezo para que não passe disso, o cansaço das férias que deviam ser para descansar mas isso não existe, a atenção que os dois pedem e as birras que inventam se eu faço primeiro o mimo a este ou àquele, o ter que pensar sempre em ter comida saudável e apelativa, enfim.......podia listar um sem número de coisas. 
Mas quando eles me abraçam, me atiram beijos, se encostam a mim quando a meio da noite aparecem na minha cama, quando os vejo a brincar tão cúmplices, quando a Inês se ri ao ver o irmão, isto e muito mais dão-me o combustível que preciso para mais dias com choros, tosses, gritarias entre os dois, ementas semanais e rotinas calculadas ao milésimo de segundo. Este amor que me enche tanto o coração e que eu achava que já não crescia mais é tão inexplicável que nem eu percebo como fico cansada de ter filhos.
E agora que eu faço uma retrospetiva, penso em como a ideia que eu tinha dos filhos é tão diferente. Eu que pensava que era possível uma vida totalmente pacífica e controlável e que afinal nem sempre é bem assim. Eu que pensava ser possível adorar muito um filho e afinal o amor que se sente por ele é tão grande que se torna inexplicável.
Eu queixo-me, é certo, mas estou muito agradecida por ser mãe de duas crianças que tanto amor me dão. Obrigada!


3 comentários:

  1. E ser mãe é mesmo isso tudo, o melhor e o pior que nos podia acontecer :)
    Bjs e bom ano 2017

    ResponderEliminar
  2. Que bonitas palavras, adoro o que escreves... hoje passei por aqui a estou a ler-te e a atualizar-me. Obrigada por saberes escrever tudo aquilo que sinto :) beijinho

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ohhhh Ângela, que palavras tão tão tão bonitas. O meu muito obrigada por gostares. Um beijinho grande e mais uma vez Obrigada :)

      Eliminar