30 de março de 2017

A rotina da noite

Os nossos finais de dia são sempre bem cheios. Há sempre imensas coisas para fazer e sinto que o tempo me corre pelas mãos. E, tal como o nome rotina indica, os finais de dia são sempre muito iguais. Assim que saio do trabalho, tenho como missão ir buscar o Vicente à escola. Quando dá para ele andar de bicicleta aproveitamos para passear perto de casa. Depois começa a preparação do jantar e uma ou outra arrumação rápida. Antes que o meu marido chegue com a Inês, dou banho ao Vicente e antes do jantar (que tento que comece às 19.30/19.45) há sempre uns minutos de brincadeira entre irmãos. Normalmente, o jantar é um momento silencioso, sorte a minha de ter dois bons garfos, mas também há umas traquinices pelo meio......Enquanto eu ou o meu marido deixamos a cozinha novamente apresentável, um de nós brinca com os miúdos, tentando sempre começar a reduzir barulhos e euforias. Subimos todos e começa a rotina de deitar. Para o Vicente, que já tomou banho, é lavar os dentes, fazer um jogo, ler uma história no quarto dos pais e depois....dormir. Para a Inês, lavar os dentes, um bom banho, vestir o pijama no quarto (já a meia luz), história e dormir. Como ainda dormem os dois no mesmo quarto, a Inês deita-se primeiro e só depois é que vai o Vicente.
E pronto, são 21.00 e a nossa casa está em silêncio absoluto. O Vicente agarrado ao seu Kiconico e a Inês agarrada ao seu 'penke" (panda). Adoro vê-los dormir e saber que estão bem. Eu aproveito e também me deito. Confesso que depois de um final de rotina mais relaxante, tudo o que menos me apetece é descer escadas e ir adiantar arrumações (como passar a ferro, por exemplo). Prefiro ficar pelo quarto a ler, a ver um pouco de tv e a percorrer as redes sociais. Acordo sempre mais cedo, o que me dá jeito para começar a preparar o dia e, não tão frequente como gostaria, ir dar umas corridas antes que todos acordem.
A rotina pode ser esgotante, mas eu acho que já não sei viver sem ela. Dá tranquilidade aos miúdos e nós já sabemos o que nos espera. E ao fim de semana ou em dias especiais, também nos desviamos um pouco ao habitual.


21 de março de 2017

Fim de semana a 4

No fim de semana que passou foi dia do meu aniversário e logo a seguir o dia do Pai. Como eram dois dias de comemorações, decidimos ir com os miúdos de viagem. Escolhemos a Serra da Estrela, antes que a neve derretesse. Reunimos os equipamentos da neve e lá fomos nós.
Andámos por várias cidades. Começámos em Aveiro para almoçar, Covilhã para lanchar e depois subimos à Torre. Mil e uma aventuras......primeiro para nos vestirmos todos no carro (basicamente era colocar calças e casacos da neve por cima da roupa que tínhamos), depois porque a Inês não foi muito à bola com a neve e ainda outros pequenos imprevistos que foram aparecendo. Lá montámos o boneco de neve e viemos embora. Dormimos no Fundão e no dia seguinte rumámos até à Guarda. Almoçámos e regressámos a casa. Muito exaustos, muito felizes.
Houve momentos mais cansativos, em que tudo parecia correr mal. A viagem também acaba por ser longa e os miúdos ficam um pouco impacientes. Mas lá fomos tentando contornar as coisas.
O telemóvel ficou desligado durante praticamente os dois dias, ou seria impossível aproveitar este tempo em família (felizmente, ainda recebo muitos telefonemas e sms's e não apenas publicações no facebook). Fomos munidos com cadernos e lápis para muitos desenhos, sobretudo na hora das refeições, em que temos que esperar que nos sirvam e há sempre mais momentos mortos (conseguir ter dois miúdos pequenos à mesa tanto tempo às vezes é dose).
O melhor do fim de semana foi ouvir o Vicente dizer: "Mamã, papá, este foi o dia mais feliz da minha vida!" e a Inês fazer-me festinhas numa das viagens, assim que eu disse que estava cansada e com dores de cabeça (parece que percebeu que eu estava mesmo a precisar de uma festinha). 
Não foi um fim de semana perfeito, mas tivemos tempo em família em doses elevadas e de qualidade, sem distrações e tarefas domésticas.


9 de março de 2017

Ser mãe também é...

...explicar ao Baby Boy para que serve a terapia da fala.
- "Mamã, a Mariana e o Rafael foram à terapia da fala. O que é isso?"
- "A terapia da fala é para ajudar os meninos a dizerem as palavras corretamente, para que as outras pessoas os compreendam."
- "Mas eu falo muito, mamã, porque é que também não vou?"-
- "Pois......tu falas pelos cotovelos........"
- "Eu sou o homem-falador....Vicente, o homem-falador" [risos]
- "Tens razão, aí está um bom nome para ti....." [risos]
- "Então [muito sério], porque é que eu não vou à terapia da fala?"

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Fatos de banho na mira

Com este calor que decidiu aparecer já apetece pensar em verão e praia. Ainda falta, é certo, mas quando dermos conta já estamos a colocar o pé na areia. Eu, que preciso de renovar o meu stock de biquinis, já ando a dar uma olhadela ao que vai aparecendo, mas o que é certo é que só consigo ver fatos de banho à frente. Corro sérios riscos, pelo segundo ano consecutivo, de ficar com a barriga ainda mais branca!!!!!!!

Linha de cima - Shein / Women'secret / H&M
Linha de baixo - Primark / Women'secret / Primark

6 de março de 2017

A mãe perfeita

Mas afinal o que é ser perfeito?
Cada vez mais acho que este conceito não existe, sobretudo quando falamos de pessoas. Pode ser muito simpático, muito generoso, muito altruísta....mas ninguém é perfeito. E então no que toca à maternidade, esqueçam, não há perfeição possível. O que mais me custa ouvir é quando uma mãe critica a outra. Contra mim falo, que também não sou perfeita. Mas há palavras e frases que nos ferem. 
Há programas de amigos ou a dois em que eu não levo os meus filhos. Há festas de amigos (porque de família vão sempre comigo) em que opto por não levar a Inês, que ainda é mais pequena e tem os seus horários. E eu sei que a maior parte das pessoas não me compreende. Como é possível esta mãe deixar um dos filhos (ou os dois) no mimo dos avós, a fazer os seus horários, em vez de a meter no carro a fazer horas de viagem, ou a levá-la para restaurantes à hora da sesta ou a querer que ela esteja acordada até à meia-noite em casa de pessoas que não conhece?!?!?! Faço excepções? Faço! Mas para mim, excepção não é 1 ou 2 vezes por semana.....é só de vez em quando. 
Eu lá me vou habituando, a ver olhares de reprovação, a ouvir frases de alguma crítica.....mas o que até agora mais me custou ouvir, foi alguém dizer que por causa destas minhas opções, desta forma de eu ver a minha família, os meus filhos não fazem parte! Bolas, ouvir isto deixou-me mesmo triste, mais ainda porque foi dito por alguém de quem gosto muito. Eu posso falar frequentemente das desvantagens de ser mãe e de tudo o que engloba a maternidade, mas julgarem-me desta maneira deixou-me de rastos.Porque não há maior amor do que o de mãe. Para mim, não há!
E sim, eu vou continuar a ser imperfeita. Aliás, muito imperfeita.
Vou continuar a ir a festas sem os meus filhos. Vou querer ter momentos a dois (seja uma tarde ou um fim de semana....na loucura, uma semana). Vou deixar o Vicente invadir a minha cama a meio da noite. Vou deixar os meus filhos comerem porcarias (doseadas) ao fim de semana. Vou dar a última ronda aos dentes do Vicente e da Inês quando eles acabam de escová-los. Vou pegar na Inês ao colo sempre que ela chora e se encosta a mim. Vou deixar os meus filhos serem crianças e vou dar-lhes todo o meu amor (mesmo quando já não aguento ver legos e desenhos à frente).

Eu sou uma mãe imperfeita, mas se os meus filhos são felizes eu não me importo!