28 de setembro de 2017

O sono dos meus filhos

Ando há meses para escrever sobre este tema. É apenas a minha experiência, com os meus dois filhos. Provavelmente, este post vai ser extenso, mas o meu objetivo é comprovar como é possível ensinar uma criança a adormecer sozinha e a dormir a noite toda. E que esse bem estar da criança é, sem dúvida, um bem estar para o resto da família. No nosso caso foi assim!

Quando o Vicente nasceu, éramos pais de primeira viagem e tentávamos perceber o que estava correto e incorreto, o que devíamos ouvir daqui e dali e como sabíamos atuar com o nosso instinto. Relativamente ao sono, fomos deixando rolar, até percebermos que praticávamos o co-sleeping. Estávamos tão cansados de noites mal dormidas, que chegámos à conclusão que dormir com o bebé na nossa cama era a única forma de conseguirmos descansar.
Com o Vicente a crescer e a ficar menos espaço na nossa cama, tentei procurar alguma estratégia que nos ajudasse. Descobri o livro da Filipa Sommerfeldt Fernandes: "10 Dias para Ensinar o seu Filho a Dormir" e não perdi muito tempo a devorá-lo. É de leitura muito fácil e a abordagem que a Filipa tem para com este tema do sono pareceu-me muito equilibrada e exatamente aquilo que eu procurava. Devo ter lido umas duas vezes, mas sem nunca aplicar o que no livro é referido. O Vicente entrou para a creche, depois adoeceu, depois fez o desfralde, depois eu fiquei grávida (e andava tão cansada que não tinha vontade de começar a ensiná-lo a dormir...), depois a Inês nasceu......e tudo isto foi passando e eu adiando.....!

Com a Inês foi diferente. Já tinha lido e relido o livro mais umas vezes e estava segura daquilo que era necessário fazer. Estava tudo a correr muito bem, até que a Inês começou a adormecer muito facilmente ao colo e dormia a noite toda. Pensei: "Se dorme a noite toda e adormece bem assim, nem vou mexer mais nesta estratégia". Mas perto do seu primeiro aniversário, as coisas começaram a ficar mais complicadas. Era uma saga para adormecê-la e as noites eram péssimas. Lembro-me perfeitamente de estar a adormecê-la durante mais de uma hora e só me apetecer chorar. Estava exausta. Doíam-me os braços, as costas e já sabia que a noite só ia "melhorar" quando a deitasse na minha cama.....e onde o Vicente também já estava. Não cabíamos todos. Foi nesta noite que decidi que do dia seguinte não passava. Assim que ela adormeceu, devorei novamente o livro da Filipa, sobretudo no capítulo que explicava o que se devia fazer no primeiro dia. Como a parte da rotina definida e de deitar cedo já estava implementada desde que a Inês nasceu, só tinha que me preocupar com "o que fazer quando chegar o momento de a deitar na cama". 
Confesso que ao jantar, antes de começar mais uma vez a rotina, apeteceu-me desistir. Estava tão cansada que aquela euforia e vontade do dia anterior pareciam ter desaparecido. Ganhei coragem e lá fui eu com a Inês para o quarto. Segui à risca o que dizia no livro e 6 a 7 noites depois, a Inês adormecia sozinha e dormia a noite toda (no mínimo, 11h seguidas).
Eu não queria acreditar. Beliscava-me todos os dias após deitá-la e entrar no meu quarto. Como era possível, assim de repente, deitar a Inês na cama de grades, dizer "Dorme bem", dar-lhe a Margarida (um peluche que ela gosta muito) e sair?!?!?!?!?! Ela não chamava, ela não chorava, às vezes até ficava a palrar uns minutos e depois adormecia. E dormia muito bem! Dava por mim a entrar no meu quarto às 20.30. E ainda parecia tão cedo, não fosse ter que adormecer o Vicente e levá-lo para a cama dele. 
Passaram 6 meses assim....e eu sempre sem acreditar como era possível ser assim tão fácil adormecer e dormir tão bem, como há muito não acontecia. Sentia-me leve e a hora de ir dormir era um momento agradável.

Quem me segue há mais tempo, já se deve ter apercebido que eu dedico uma semana do ano ao meu desporto do coração, o andebol. Eu e mais umas amigas costumamos formar uma equipa e participar num torneio, que se realiza durante uma semana e onde temos jogos à noite. Esse torneio chegou, faltava uma semana para a Inês completar 2 anos. E como estava tudo tão pacífico relativamente ao sono dela.....achei que não havia problema nenhum. Mas, havia uma variável que eu não tinha feito como a Filipa diz no seu livro. Era sempre eu que deitava a Inês, pelo que o meu marido não estava habituado a fazê-lo (fez esporadicamente, mas não por rotina).
Expliquei-lhe direitinho os passos que eu dava todas as noites e ele ficou com ela. Correu muito bem na primeira noite...e na segunda....mas depois já não correu tão bem. Sei que na véspera da Inês fazer 2 anos, ao deitá-la na cama, ela chorou muito e não conseguiu adormecer. E no dia seguinte igual...e depois também. 
Esta situação coincidiu com o facto de nos termos comprometido emprestar a cama de grades para outro bebé da família. Como vimos que a Inês não estava a adormecer como o habitual e íamos ter que voltar ao início, decidimos trocá-la também de cama (passou para a cama que era do Vicente). Não sei se foi muito arriscado. Não sei se foi boa ou má decisão. 
Voltei ao livro da Filipa...... onde era aconselhado não aplicar o método em várias situações, uma delas....se fôssemos de férias. Faltavam duas semanas para irmos de férias e decidimos não aplicar nada. Quando regressámos, a Inês entrou para a creche e também adiámos o método para a ensinar a dormir. Neste momento estamos a aguardar que a Inês consolide a sua adaptação para voltar ao livro da Filipa. Sei que não vai ser fácil, pelo que nunca deixei de aplicar algumas dicas do livro. Não a deixo adormecer no meu colo ou comigo a fazer-lhe festas, por exemplo. Ela demora mais a adormecer, mas sempre sozinha e comigo ainda no quarto. De noite, tem acordado uma vez e nunca fica na nossa cama. É só deitá-la e fica até de manhã.

E depois deste texto lonnnnnngo, queria deixar aqui um agradecimento à Filipa Sommerfeldt Fernandes, por ter encontrado uma forma tão equilibrada de nos ajudar a ensinar os nossos filhos a dormir. Agradecer por ter passado os seus ensinamentos para livro e assim ficar mais acessível a qualquer pessoa (já o aconselhei a várias amigas). 
Eu vou voltar a ensinar os meus filhos a dormir (desta vez, o Vicente também. Aliás, o Vicente já adormece sozinho, mas ainda faz visita aos pais a meio da noite) e vamos ser ainda mais felizes, porque uma boa noite de sono também traz felicidade :)


26 de setembro de 2017

A Inês e o seu mau feitio

A Inês é muito querida e carinhosa. Quem a conhece bem sabe que ela adora miminhos, beijinhos, abracinhos e tudo o que termina em "inhos". Mas a Inês também tem um feitio muito próprio e às vezes muito difícil para mim, como mãe. Pode ser dos seus 2 anos (dizem que é a idade das birras). Pode já fazer parte da sua personalidade. Pode ser o seu mau feitio a transbordar por todos os lados. O que é certo é que está a ser muito desafiante (e complicado!) gerir algumas situações. A Inês acha que tudo é dela "meu, é meu". A Inês abusa da boa vontade e paciência do irmão (bate-lhe com brinquedos). A Inês não gosta de ouvir um NÃO.......parte logo para o choro, baba e ranho!
Isto não vai lá com palmadas. Não vai lá com berros. Em desespero foi o que já tentei e acho que ela ainda me faz cara de gozona (mesmo já sem paciência, há momentos que só me apetece rir.....mas não pode ser!). 
Agora estou a testar uma outra estratégia (sim, comigo, a educação dos meus filhos às vezes é testada.....já que eles não têm manual de instruções Estamos a aprender com eles a melhor forma de educar e de sermos pais). Agora há mais berraria em casa, mas estou com esperança que vai passar.....com paciência e MUITO amor. Sempre que a Inês faz alguma coisa que não deve, eu tiro-lhe o brinquedo, explico porque não se deve ter aquela atitude e ela fica sem esse brinquedo durante o resto do dia....ou talvez durante alguns dias (depende do que é....). A última vez, pegou numa mala de plástico em forma de urso e decidiu bater com ela nas paredes. Disse para não fazer isso porque era uma atitude feia, que a mala era para colocar objetos e não bater nas paredes. Disse que as paredes iam ficar estragadas e isso não é correto. Ela virou-se com aquele olhar desafiador e atirou a mala contra a parede.......tirei-lhe a mala. Voltei a explicar o porquê da minha atitude e coloquei a mala num local inacessível. Ela chorou, chorou, chorou.....1 minuto! Depois parou e foi brincar com outra coisa. Isto não significa que ela aprendeu a lição à primeira, já que 5 minutos depois estava a fazer outra asneira.....e a ficar sem outro brinquedo. Vamos lá ver quanto tempo eu aguento esta estratégia e se é desta forma que ela vai percebendo o que não deve fazer!!!!!!




19 de setembro de 2017

O último ano do Vicente na pré escola

Este é o último ano do Vicente no pré escolar. Tivemos a sorte da educadora decidir ficar mais um ano (uma vez que pela idade já pode pedir para não lhe atribuírem turma) e assim sabermos que ele fica muito bem entregue. O meu miúdo está tão crescido, que interiorizou muito bem o regresso à escola e o final das férias. Foi tudo super normal e pacífico que nem me lembrei de registar o seu primeiro dia (tirei umas fotos atrapalhadas quando o fui buscar à tarde).
Mas o que realmente importa é que ele se sinta integrado e feliz. Já conhece o espaço, os amigos, a educadora e todo o pessoal que lá trabalha, o que ajuda bastante. Espero que ele guarde muitas e boas recordações desta etapa.

Aproveito o tema do post para dizer que a Inês também lá se vai adaptando. Já não fica a chorar. Quando chega de manhã, atira-se para a educadora ou auxiliar e lá vai ela. Meia tristonha, mas lá vai. Já começou a falar mais e após 15 dias decidiu mostrar o seu outro lado mais traquinas. Desatou a bater na cabeça dos outros meninos com os brinquedos da sala. OMG! Onde será que eu já vi isto?

16 de setembro de 2017

Styling - cosmética

As férias já lá vão, os miúdos já estão na escola (creche + pré-escola) e as rotinas começam a afinar-se. Durante os dias de praia e descanso eu fiquei-me apenas pelo básico e necessário. Assim, durante esse período, usei o protector solar 50+ (muiiiito) para a cara e corpo, creme da cara para a noite (pois de dia usei sempre o protector) e o after sun para o corpo. Nada de base, nada de maquilhagem...tudo natural, pois acho que a pele também precisa de algum descanso.
Mas agora com a volta ao trabalho, começo o meu ritual da manhã - creme, base ou cc cream, concealer, sombra e rímel - e depois o ritual da noite - creme de corpo, limpeza da cara e creme da noite para o rosto e outro para os olhos. No que diz respeito a estes produtos, eu sou muito fiel ao que uso. Muito de vez em quando vou experimentando outras marcas, mas se o resultado não for igual ou superior ao do produto que estava a usar, é logo para riscar da lista e voltar ao habitual. Já tive algumas desilusões, mas também já tive surpresas.
Este ano, no que toca a aquisição de roupa e calçado para mim (porque para os miúdos é impensável guardar coisas de um ano para o outro), estou a ponderar comprar muito pouco. E digo isto, porque já sei que não vou resistir a uma ou outra peça. Mas penso que peças maiores como casacos compridos e botas não serão o meu alvo desta temporada, pois acho que não preciso (e estou a tentar pensar assim para não me deixar ir pelo consumismo). 
Este ano vou virar-me para a cosmética. Quer voltar a usar alguns produtos que deixei de usar e também gostava de experimentar outros que me parecem ótimos. Quero voltar ao concealer da MAC, que acho perfeito para tapar os sinais de noites menos boas. Quero muito a manteiga de manga da Body Shop, que tem um poder de hidratação enorme nas minhas pernas e nunca encontrei nenhum  creme igual. Quero fazer mais vezes esfoliação corporal (coisa que me vou esquecendo) e para isso adoro os cheiros e os resultados dos produtos da Rituals. E depois gostava de experimentar o rímel da Dior que promete pestanas como eu gosto - muito volume, por favor -, o batôn da clinique que só de olhar dá vontade de comprar e as paletes de sombras da Clarins (também ando de olho nas paletes da NARS).
Acho que vou deixar algumas coisas para o Pai Natal!!! Eu sei que ainda falta, mas o Vicente já começou a falar na lista dele e eu aproveito o lanço e começo também a minha :)

12 de setembro de 2017

A Inês vai à escola

A Inês fez 2 anos e, entretanto, setembro chegou. Por mais que se saiba que entrar na creche faz parte do crescimento e que há sempre um período de adaptação, custa sempre deixar um filho pela primeira vez no meio de desconhecidos. É verdade que eu já conheço a instituição, que conheço as pessoas. Sei que ela vai estar bem cuidada e vai ser acarinhada. Sei que tenho um relatório à minha espera assim que chego para a ir buscar, mas custa deixá-la. Olhar para aquela cara mega fofa e vê-la com olhar triste.....parte o meu coração. Tento não fazer disto um drama, mas é quase incontornável não sentir ansiedade e curiosidade para saber como se vai adaptar.
O dia chegou e lá fomos nós. Tudo calmo. Deixou vestir a bata, já não foi mau! Assim que entrámos no recinto da creche, foi pelo seu próprio pé. Estava a correr dentro do esperado. Assim que entrámos, tivemos que esperar por outra mãe que estava a falar com a educadora. Não era a educadora da Inês, mas a primeira educadora do Vicente. Uma pessoa que já conhecemos, que gostamos muito e que sabemos que vai receber a nossa filha da melhor maneira possível. Fiquei descansada. Mas a outra mãe que não parava de fazer o relatório completo do filho (este, que já devia estar na sala, porque ali não estava) ?!?! E agora usa estas fraldas, e ao almoço costuma ser assim, e a que horas dão o lanche para eu passar cá e deixar o leite x......não parava de falar! A Inês, sentada no banco da entrada, estava calma e parecia muito segura de si. Nós ali, mesmo ao lado, a pensar se aquela mãe tinha noção de que aquele dia era o primeiro e é sempre complicado para todos! 10 minutos depois ouve-se um bebé chorar numa das salas, e depois outro, e mais outro. A Inês começou a aproximar a mão dela da minha perna. Queria colo e começou com um choro baixinho. Reparei que a educadora queria tratar da entrada dela, mas também não queria mandar embora a outra mãe. Quando a Inês dá sinais, a educadora aproximou-se logo dela (e a outra mãe foi a falar, mas foi embora). Depois disto passaram segundos. Só deu tempo para dizer à Inês "Vais brincar com os meninos e antes do almoço a mãe vem-te buscar". Beijinhos e saída. Ficou a chorar.


Fiquei 2 horas a pensar como estaria. Só quando a fui buscar me disseram que ficou bem, sem choro.
No dia seguinte, a Inês ficou até ao almoço. Precisou de ajuda para a sopa (o normal) e não quis muita comida, nem a maçã.
Chega o terceiro dia e a Inês também fica a chorar. Desta vez ficou até ao lanche. O almoço já foi melhor, dormiu bem a sesta e ao lanche não comeu muito pão, mas bebeu o leite.
No dia seguinte foi o meu marido sozinho levá-la, uma vez que vai ser ele a deixá-la de manhã na creche. Ficou a chorar e quando a fui buscar estava bem. 
Último dia da semana e a Inês ficou.....sem chorar. Passou muito bem o dia.

Retomamos a segunda semana e tem ficado um bocadinho chorona, mas depois o feedback que temos é que fica bem e é um docinho. Espero que ela nunca mostre o seu lado mais malandro!!!!!
Aos pouquinhos ela vai percebendo que faz parte e que ninguém a está a abandonar.
Entretanto, o Vicente também vai começar a escola e as rotinas vão entrar finalmente nos eixos.

11 de setembro de 2017

Férias grandes

Finalmente, as férias grandes. Horários menos rígidos, praia e mais praia e, claro, família. Este ano rumámos novamente até Sesimbra, um sítio onde nos sentimos bem. Tivemos sorte de apanhar sempre dias de sol (mesmo quando em Lisboa chovia torrencialmente). 
Nestes dias fora de casa andamos mais descontraídos. Claro que este estado de espírito é sempre um bocadinho relativo, pois a Inês ainda requer muiiiiiita paciência nas horas de birra e de teimosia. Os miúdos gostam cada vez mais de água. O Vicente passava praticamente todo o tempo no mar e a Inês, apesar de muito medricas no primeiro dia, depois já só queria estar perto da água. As bolas de berlim não faltaram, sobretudo umas maravilhosas que por lá vendem (as light........ah ah ah ah). Na passeata da noite também há sempre um waffle, um crepe ou um churro. Tentámos ir equilibrando. Fez-se o que se pode...eh eh eh!
Ainda deu para fazer umas corridas com o meu marido, coisa que não acontecia há anos (vantagens de irmos com mais família), mas confesso que custava um bocadinho levantar da cama ligeiramente mais cedo! A sorte é que depois de sair e correr na marginal, compensava largamente.
Os dias foram tão simples e tão bons que passaram a voar. Regressámos de coração cheio!


9 de setembro de 2017

Até ao pôr do sol

Antes das férias grandes, apanhámos um de de praia espetacular. Confesso que houve alturas em que o calor até era insuportável. Mas lá nos fomos refrescando como pudemos, sobretudo com a água do mar (que no Norte é bem fresquinha, mas que me sabe tão bem). A Inês acabou por ir fazer a sesta a casa dos avós para estar mais salvaguardada das temperaturas tão altas.
Juntamente com uns amigos, fomos ficando na praia e acabámos por jantar por lá com os miúdos. Foi só ir buscar umas pizzas e toda a gente adorou. Dias destes são mesmo de aproveitar até ao último raio de sol. Não foi o caso, mas quase. E o que sabe bem quebrar a rotina de vez em quando, sobretudo a entrar já em modo de descanso.