27 de fevereiro de 2018

Styling - dias de chuva

A chuva veio e parece que é para ficar! Estamos no tempo dela, é verdade! Com os raios de sol que tivemos nos últimos dias, quase já nem dá vontade de voltar aos modelitos "pesados" do inverno. Vamos ver se vai dar para contornar essa questão. Eu já ando a pensar em coisas mais leves, mas pela amostra de hoje de manhã, parece que ainda são precisos umas casacos e camisolas quentinhos!


Trench Mango. Vestido Mango. Sapatos Zara. Brincos Mango. Mala Zara.



Trench H&M. Camisola Mango. Calças Mango. Sapatos Zara. Mala Parfois. Brincos Parfois.

26 de fevereiro de 2018

Vitamina D, please

Parece que amanhã volta a chuva em força e para durar! Nós fomos aproveitar o sol ao máximo, pois já estávamos a precisar, e muito! Passeio e almoço em frente ao mar. Maravilha. Os miúdos adoram e nós também. Nestes dias não somos muito exigentes e, depois de uma sopa, deixamos que eles "escolham". Claro que tem que meter batatas fritas à mistura para o Vicente e salsichas para a Inês. Gelado de sobremesa e hora de regressar a casa, que as sestas da princesa ainda exigem algum controlo de horas. 
Depois do cenário chuvoso que se prevê, e que também é preciso, esperamos que o sol regresse para mais fins de semana assim. E, depois daquilo que temos visto nos jornais, temos mesmo que agradecer tudo o que temos e podemos fazer no nosso país (mesmo que nos possa parecer pouco)!!!


Sim, sou magra! E depois?

Eu sempre fui magra. Talvez pela genética, talvez porque sempre pratiquei desporto. Com a alimentação nunca tive muitos cuidados, é verdade. Mas também não sou muito de fritos, molhos e sei que não posso abusar no açúcar que fico mal disposta. Só de há uns poucos anos para cá comecei a introduzir uma alimentação mais saudável. No entanto nunca achei que não comesse saudável, simplesmente tentava equilibrar bem as coisas! Sempre gostei muito do equilíbrio, em tudo!
Depois das minhas duas gravidezes, voltei sempre ao peso que tinha inicialmente. Da primeira, voltei ao desporto de competição, pelo que, para além do peso, recuperei o meu músculo (atenção, nada comparado à forma da Carolina Patrocínio!!!!! ahahahah). Da segunda gravidez voltei muito rápido ao meu peso, mas desleixei-me mais no exercício. E passado 1 ano ainda emagreci mais 2kg (talvez falte aqui o meu músculo para me dar rijeza). Estou dentro dos parâmetros normais. O que é certo é que toda a gente nota que estou mais magra e não se coíbe de mo dizer. Eu vou ouvindo. Eu vou dizendo com um sorriso e a corar que ando sempre de um lado para o outro. Talvez seja o stress. Mas agora, até o porteiro do meu local de trabalho pergunta se eu estou doente. Depois há quem diga que eu estou a desaparecer. Vá, já começo a ficar um bocadinho farta de ouvir a mesma coisa e, não sendo propriamente hipocondríaca, começo a pensar em fazer novamente análises!
Com estes episódios, lembrei-me logo de uma amiga que sempre se queixou! Ela sempre foi magra! Ela não é uma pessoa doente! É magra! Ela sempre ouviu as pessoas dizerem que estava magra, mas com um tom mais depreciativo. E agora eu começo a percebê-la melhor. Um dia, essa minha amiga disse-me: "Então e os gordos?! As pessoas não abordam uma colega de trabalho e dizem que ela está gorda! Porque dizer a alguém que é gordo ofende, certo?! E dizer aos magros?! Não ofende?!"
Eu sei que pode ser difícil ter sensibilidade para este assunto. As pessoas podem ser magras ou gordas porque querem, pelos seu hábitos alimentares. Ou então pela genética. Pode ser ainda mais grave e estarem realmente com uma doença! E quem está do lado de lá, que não conhece a pessoa assim tão bem e não sabe, pode estar a ofendê-la ou a entristecê-la.
Não havendo problemas nem riscos para a saúde, as pessoas devem sentir-se bem e felizes consigo próprias. Isto é o mais importante!

1 de fevereiro de 2018

O quadro do meu avô

O meu avô materno era pintor. Mas não era pintor artístico, era pintor numa fábrica (nem sei bem que tipo de fábrica era, mas acho que incluía pintura de madeiras). Nos tempos livres, uma das coisas que ele adorava fazer era pintar quadros. Quadros grandes.
Numa tarde de sol, no seu terraço, o meu avô recortou uma imagem de um jornal e começou a fazer o esboço numa tela. Quando pegou nas tintas eu aproximei-me e fiquei a observar. Que cores bonitas. Ele estava a pintar o casario velho da Ribeira do Porto. De repente, o vento soprou mais forte, e o recorte do jornal voou. Passou a casa do vizinho e aterrou num terreno vazio e vedado. O meu avô nem sequer tentou alcançá-lo, pois havia uma rede. Mas não se importou, pois disse que pintava como achava melhor. Que não tinha necessariamente que pintar tal e qual a imagem.
Mas eu achei que a imagem era tão bonita que decidi ir resgatar o recorte. Avancei a rede, corri atrás e lá consegui apanhar o papel. No regresso, ao avançar novamente a rede, rasguei a camisola que tinha. Era uma das minhas camisolas preferidas no momento (na realidade era uma sweatshirt da escola onde eu andava, que eu adorava do coração). Entreguei o papel ao meu avô e fui para dentro de casa, triste pelo rasgão na camisola.
Uns dias, ou até talvez semanas, mais tarde, o meu avô ofereceu-me um presente. O quadro do casario da Ribeira do Porto, numa moldura branca toda trabalhada. Tão colorido e bonito. Eu tinha uns 10 / 11 anos. Fiquei contente, mas na altura também me ocorreu "mas onde é que eu vou meter isto?!". A minha mãe pendurou o quadro no meu quarto e, para ser sincera, eu nem dava conta dele a maior parte das vezes.
Uns anos mais tarde, e já depois de o meu avô falecer, o meu quarto sofreu umas pequenas obras e o quadro foi parar a uma arrecadação que os meus pais têm no fundo do quintal. Lá ficou esquecido. As obras do quarto acabaram e eu não me lembrei mais do quadro. 
Quando o reencontrei, já numa fase mais adulta, fiquei despedaçada. As tintas tinham literalmente caído do quadro, provavelmente devido à humidade que ali se fazia sentir. Não restava nada. E desde então, lembro-me muitas vezes daquele quadro, do meu avô e da história do resgate do recorte de jornal (lembro-me da camisola que era branca com uma andorinha azul, lembro-me do meu avô dizer "cuidado, não te magoes" e lembro-me de correr e correr atrás do papel que não parava no mesmo sítio).
Neste momento, o quadro que já não existe ocupa um cantinho do meu coração como nunca ocupou enquanto o tinha, exposto a olhos vistos. Fico muito triste por não ter ficado com aquela recordação do meu avô. Mas por outro lado, será que me iria lembrar tantas vezes do meu avô se ainda tivesse o quadro?!