6 de março de 2020

Ainda sobre os croissants do post anterior

Depois do pequeno "castigo" porque o Vicente andou a comprar croissants (e chocolates) no bar da escola às nossas escondidas e porque achamos que dar responsabilidades aos nossos filhos não passa por dizer não a tudo (os "nãos" também têm que ser bem comedidos e equilibrados), decidimos dar ao Vicente a liberdade de escolher um dia por semana para ir ao bar comprar um croissant. Ele escolheu a 4ªf de tarde e já sabe que em tempo de férias ou feriados, se calhar a uma 4ªf não poderá alterar o dia de ir lanchar ao bar, sendo que nessa semana fica sem o croissant.
Queremos que ele entenda que há regras e condutas mais corretas, mas também lhe queremos dar o nosso voto de confiança a cumprir os nossos acordos.
E o Vicente está a cumprir tão bem que já teve dois momentos que me deixam orgulhosa como mãe.

O primeiro foi umas semanas após este nosso acordo. Tal como combinado, uma das 4ªf, o Vicente comprou o croissant. Mas logo na 6ªf seguinte, sai da escola e diz-me: "mamã, hoje apeteceu-me comer outro croissant......mesmo, mesmo, mesmo muito......mas depois pensei que ia levar com outro castigo e não fui comprar".

Da segunda vez, quando o fui buscar a uma 4ªf, diz-me o Vicente: "mamã, hoje quando cheguei ao bar da escola, a senhora disse que já não havia croissants. O meu amigo Tomás disse para eu comprar um kitkat, mas eu avisei-o logo que não podia comprar porcarias e por isso decidi pedir um pão com manteiga".

Educar uma criança é das coisas mais difíceis que tive em mãos. Para mim, dizer "não" faz parte do crescimento feliz dos meus filhos, mas atribuir responsabilidades à sua medida e criar confiança também são importantes. O "não" pode vir com um "sim" a seguir, se achar que os meus filhos entenderam como devem agir mais corretamente e por isso merecem um voto de confiança. Claro que isto é só a minha visão, aquela que acho mais correta para os meus filhos. Algumas vezes arrependo-me, outras vezes fico orgulhosa com as atitudes deles e com as minhas decisões. Eles vão crescendo como pessoas. Eu vou crescendo como mãe. Faz tudo parte do nosso percurso de família!

10 de dezembro de 2019

Ser mãe também é...

...estar a marcar as refeições para o Vicente através da aplicação da escola e perceber que tinha saído dinheiro do cartão dele. Fui ver os movimentos e percebi que o rapaz andou a comprar croissants dia sim, dia não na hora do lanche da tarde.....desde novembro.
Falámos, explicámos e ele entendeu que esta atitude não estava correta. Para além de levar lanche para a tarde, se tinha mais fome tinha que nos ter avisado para revermos o lanche dele. E, na primeira vez que foi ao bar comprar qualquer coisa, deveria ter dito logo.
Ainda tentou argumentar que já era crescido e que o cartão era dele. Mas lá tive que lhe explicar que o "crescido" significa também mais responsabilidade e que o cartão foi carregado com dinheiro dos pais, não dele. Não argumentou mais.
Tive que lhe dar um pequeno castigo e disse que era até ao final desta semana (e pensei para os meus botões que até 6ªf era para cumprir). O Vicente, sempre muito exato nas suas contas e pensamentos disse logo: "Ok mamã, então isso quer dizer que o castigo acaba sábado, é que domingo é o primeiro dia da próxima semana!".
Assim seja, meu filho!

26 de novembro de 2019

Em stand by

Desde finais de outubro até há uns dias atrás, sentia que a minha vida/rotina andava em modo de espera por dias melhores. E é nestes momentos que colocamos muita coisa em perspetiva!!!!!
Quando o Vicente esteve internado 3 dias no hospital para fazer um exame ao coração, foi impossível não pensar na sorte que tenho. Não foi nada grave e felizmente o exame correu muito bem. Não foi preciso colocar "peças", pelo que regressámos a casa apenas com o antibiótico para uma otite que nos deu uma noite menos boa. Estava o Vicente a recuperar e fica a Inês doente. Laringite. Ficou uns dias no mimo das avós para recuperar. Estava a Inês a ficar boa e fico eu com uma constipação mais pesada que o normal. Passei o fim de semana a descansar em casa e, muito devagar, lá fui recuperando. Até que o Vicente aparece cheio de pintas no corpo. Já teve varicela e ficámos sem saber o que seria. Hospital de novo e não souberam o que seria. Veio para casa ver a evolução e, 3 dias depois, estava bom. A Inês, que já andava bem, começou com sintomas de infeção urinária. Hospital com a Inês. Não era infeção. Seguimos a receita da pediatra e, passado uma semana, estava recuperada. E foi assim que passámos praticamente todo o mês de novembro.
Mesmo assim, depois do que vi e das histórias que ouvi enquanto estivemos no hospital, não me posso queixar. Às vezes achamos que estamos com problemas, mas na verdade, em relação a outras situações, não passam de coisas menos boas que vêm e vão sem deixar moça. Já pensava e agora reforço este meu pensamento: devia ser proibido as crianças ficarem doentes!

Pelo meio ainda passou o tão esperado dia de Halloween. Os miúdos não falavam noutra coisa e lá se conseguiu uma decoração para (tentar) assustar quem tocava à campainha. O Vicente ainda teve a companhia de amigos para irem 10 minutos aos vizinhos "pedinchar" uns doces. Já a Inês, que estava a recuperar da laringite e não dormia direito há uns dias com febre, vestiu-se a rigor, sentou-se no sofá e, às 19h, adormeceu ferrada. Só acordou às 10h da manhã do dia seguinte.

E porque queríamos muito regressar à nossa normalidade, decidimos enfeitar o nosso pinheirinho de Natal. Com direito a músicas natalícias e a um lanche com bolo rei e rabanadas. É das minhas épocas preferidas do ano e é bom poder vivê-la o melhor que posso, apesar de ainda estarmos a uns dias do mês de dezembro.


24 de setembro de 2019

Ser mãe também é...

...chegar a casa do judo com o Vicente e ele dizer que só tem 1 exercício da primeira página para fazer. Depois de tomar banho fez os trabalhos e foi jantar.
No dia seguinte, diz o Vicente: "afinal, ontem, era para fazer a primeira página toda."
Eu: "então a professora colocou-te falta nos trabalhos de casa...."
Vicente: "não mamã, porque enquanto ela corrigia os trabalhos dos outros meninos eu fiz rápido o que faltava."
Eu: "e fizeste bem?"
Vicente: "tive tudo certo!"
Eu: "Vicente, sabes que foste aldrabão. Para a próxima tens que estar mais atento, porque depois não ouves tudo corretamente."
Vicente: "mas oh mamã, eu não fui aldrabão, pois eu não enganei a professora. Eu sou é um bom improvisador!!!!"

Enquanto lhe explicava que deve estar atento e não aldrabar ninguém, ria-me muito sem ele se aperceber!

10 de setembro de 2019

Braga

Durante as nossas férias de verão, fomos uns dias até Braga. Desde o ano passado que andava de olho num hotel que foi remodelado e que fica mesmo no centro da cidade. E não podia estar mais certa. O local é fantástico. Fica no antigo hospital de S. Marcos e tem toda uma história associada. Todos os edifícios foram incrivelmente restaurados e respeitando a traça original.
Para os miúdos, estes pormenores de antiguidade e decoração ainda passam um bocadinho ao lado, mas explicamos sempre tudo e mostramos o mais que podemos. Alguma coisa deve ficar nas suas memórias!
Para o Vicente interessa a gastronomia e o desporto. Haja boa comida para degustar e uma bela piscina para mostrar os seus dotes de nadador e está tudo bem!
A Inês está mais focada no ambiente e, claro, nos seus "fashion looks". Tudo o que é lagos com peixes, fontes com repuxos, jardins com flores e piscinas, é onde ela está bem. E viemos de Braga com uma novidade: a Inês já mergulha e adora (bastou comprar uns óculos de natação e assim que ela percebeu o fascínio de ver debaixo de água, tudo mudou e deixou de ter medo). Para os seus banhos de sol e para os seus desfiles pelo hotel e pela cidade, há sempre que escolher a melhor bandolete e o melhor fato de banho, como é óbvio.
Ainda lhes fomos mostrar o Sameiro e o Bom Jesus, mas estava tanto, mas tanto nevoeiro, que "vimos Braga por um canudo".... ahahah.
Os miúdos portaram-se bem e adoraram estes dias. Já são fãs das tíbias e das frigideiras! Mais uma vez, e para não destoar do que já começa a ser habitual, não queriam vir embora e imploraram para vivermos para sempre num hotel!!!!




13 de agosto de 2019

Ser mãe também é...

...ir com os miúdos na parte de trás do carro e eles sempre a pedir para lhes mostrar o Mr. Bean ou a Pantera Cor de Rosa no telemóvel. A certa altura disse que tínhamos que inventar outras "brincadeiras". Tínhamos uma garrafa pequena de água vazia e decidi fazer de conta que era uma jornalista. Fomos o caminho todo comigo a fazer-lhes perguntas e eles estavam super contentes e a entrar no espírito de jornalista/entrevistado.
A certa altura, quando já me falhava a criatividade, perguntei à Inês: "Menina, como é a sua mãe?". E a resposta deliciosa que tive......
"Corajosa e bonita!". Opá........nem tenho palavras, sobretudo para a primeira característica. A ser mesmo aquilo que ela pensa de mim, sinto-me super orgulhosa por estar a conseguir mostrar-lhe que não devemos ter medos (alguns medos, porque peixinhos no mar não fazem parte dos meus planos quando vou dar um mergulho!).
Já o Vicente, a quem fiz a mesma pergunta, respondeu: "O mesmo que a Inês, mas a multiplicar por infinitos". Menino fofo da sua mãe!

12 de agosto de 2019

Bye bye, Sra. Pépé

Já me ia esquecendo de assinalar aqui uma data importante para a Miss Inês. Uma semana depois de fazer 4 anos (mais dia, menos dia), a Inês estava a deitar-se para dormir e não sabia onde tinha deixado a chupeta. Lá foi a sua mãezinha procurar com muita vontade, pois caso contrário já adivinhava a noite espetacular que ia ter. Mas, no meio de tanta procura, a sua mãezinha teve um click: "olhem só que rica forma de deixar a chupeta". Mas o que é certo é que o raio da chupeta não aparecia e a que tínhamos de suplente tinha desaparecido há uma semana. Foi aí que esse click passou a ser a realidade!
"Inês, a chupeta não aparece, por isso vais dormir sem ela".
E não é que a miúda ficou com ar triste mas nem uma lágrima, nem um berro, nem mais um episódio de drama queen?!?!
Por outro lado, pedinchou para dormir comigo e eu aceitei. Como imaginei a primeira noite sem chupeta uma coisa terrível, pelo menos assim não teria que me levantar. A miúda dormiu toda a noite e acordou bem disposta. "Afinal, não correu assim tão mal", pensei eu!
E desde então nunca mais pediu a chupeta. Chupeta essa que eu encontrei logo no dia a seguir, atrás de uma cortina, e fiz questão que ficasse mesmo esquecida. Dois dias depois, abri a caixa de música da Inês, sítio que ela abre muitas vezes para ver os seus anéis e bugigangas, e lá estava a primeira chupeta perdida em combate. Não me perguntem como é que ela não a encontrou mais cedo. Posso dizer que foi pura sorte! Essa também já desapareceu do campo de visão de qualquer membro da família.
A sua querida avó tinha uma em casa, que ainda lhe deu quando a Inês dormiu com ela, duas noites depois de ela ter deixado. Mas rapidamente essa chupeta desapareceu, sem que a própria da avó se apercebesse!!!
Nos dias seguintes houve mais birras só porque sim. Notava-se alguma frustração da Inês em situações que ela resolvia com a chupeta. De noite nunca mais se falou nela. 
Agora, toda orgulhosa, ela conta a seguinte história: "Quando eu fiz 4 anos, passaram uns dias e eu deixei de usar a pépé, porque agora eu tenho 4 anos e sou crescida. Agora eu não uso mais pépé, porque agora eu tenho 4 anos!"

Curiosamente, a foto mais recente que eu tenho da chupeta da Inês sou eu que a tenho na mão. A seguir, há cerca de um ano, a Inês tem uma foto com a chupeta na boca. Isto leva-me a concluir que a miúda tirava a chupeta para as fotos, pois foi mesmo muito difícil encontrar alguma em que ela estivesse com ela. Quase não conseguia provar que ela usava mesmo chupeta!!!!!


8 de julho de 2019

Os 7 e os 4 dos miúdos de casa

Este ano, o Vicente teve uma festa de aniversário diferente do habitual. Fez anos durante a semana e no fim de semana a seguir tínhamos compromissos, pelo que não dava para conciliar com a festa entre família e amigos que costumamos preparar em casa. Sendo assim, decidimos fazer a festa no dia. O Vicente convidou os amigos mais próximos (incluindo o primo, claro) e jantaram em casa. A pedido do aniversariante, mandámos vir McDonald's para todos e depois apareceu a família para cantar os parabéns. Foi de facto diferente, mas a felicidade de quem faz anos e recebe prendas foi a mesma!
Este ano escolheu os Pokémon para a festa e apesar de eu não ser daquelas mães que organiza festas temáticas em grande, há sempre uns apontamentos. O Vicente também não é nada exigente. Desde que a comida lhe agrade e haja presentes, está tudo bem!
Este miúdo continua um fofo. Muito tranquilo e compreensivo. Está a querer ficar viciado em telemóvel, mas nós, pais, já estamos a tratar do assunto, que a infância é para imaginar, criar, brincar muito e ser livre. Adoro quando está preocupado com a irmã e fala-lhe com muita ternura, como se de uma filha se tratasse. Mas depois zangam-se e começa logo a repreendê-la. Criam uma cumplicidade bonita de se ver e eu espero que seja sempre assim!



Já a Inês, assim que chegou o dia de anos do irmão, desatou a enumerar uma lista de "exigências" para a festa dela. Era personagens da Disney, era princesas, era glitter, era sei lá mais o quê. No meio daquilo tudo e por "influência" de uma amiga minha, que lhe mostrou um bolo de aniversário de unicórnios, foi decidido que o tema seria esse mesmo.
Com preciosas ajudas, lá se fez o bolo do unicórnio e a festa correu muito bem. Se eu vos disser que a Inês recebeu tudo dos unicórnios, acreditam?! Bem, não foi tudo, mas quase tudo. E ela adorou os unicórnios, as princesas, os golfinhos, a cadeira da papa para as bonecas, os vestidos, enfim....obrigada amigos e família por irem de encontro aos gostos da miúda! Adorou também a festa e ter convidados com quem brincar, mas depois de irem todos embora chorou porque não queria que o dia acabasse!
A Inês continua super fofa e carinhosa. Mas no minuto a seguir já está a chorar ou a fazer birra por tudo e por nada. Chega a ser cansativo, mas lá vamos tentando resolver as situações com calma, muita calma. Anda sempre a competir com o irmão. Quer ser a primeira a subir as escadas, a primeira a tomar banho, a primeira a comer a sopa. Se não é, chora, para variar. Ainda não largou a chupeta (em casa) e está a ser uma batalha dura. Mas havemos de chegar ao dia em que ela não queira e a pépé passa à história.
Esta miúda é daquelas meninas vaidosas até mais não. Nunca pensei pintar as unhas a uma filha apenas com 3 anos. Já sabe que não é sempre, mas em época de festa lá vem ela pedir. Cor de rosa, folhos e brilhantes são aquilo que não pode faltar no seu roupeiro. Ahh, e bandoletes temáticas também não, que já são quase a sua imagem de marca.






4 de julho de 2019

Férias no Alentejo

Estávamos nós a chegar das férias da Páscoa (em abril) e já estávamos a marcar férias para junho. Pesquisamos sempre sítios costeiros, porque somos mais de praia do que de campo, mas desta vez decidimos deixar a praia e rumar até ao interior do país, mais propriamente à região do alentejo. Fomos passar uns dias a Évora. O Hotel Vila Galé Évora pareceu-nos o ideal e para simplificar a logística optámos pelo regime de meia pensão. Ficavamos "livres" para descobrir a cidade durante a hora de almoço.
E assim foi. Os nossos dias resumiram-se a manhã na piscina, almoço na cidade e tarde na piscina. Apanhámos calor, mas nada de extremo, o que ainda deu para andar por aquelas ruelas apertadas, com a lentidão de alguém que não tem pressa nem horas marcadas. 
O Vicente fez amigos e perguntava sempre se já era hora de ir para a piscina. Desde que entrava só saía para ir embora. Nadou muito debaixo de água e divertiu-se nos escorregas. Um verdadeiro peixinho no seu habitat natural. Quem diria, ele que até há pouco tempo berrava só de molhar a cabeça no banho!!!! Sem dúvida que as aulas de natação só com dois alunos estão a surtir muitos efeitos positivos.
Já a Inês, sempre preocupada se os biquinis e fatos de banho tinham folhos suficientes, queria sempre escolher o que vestir. Quanto mais rosa e mais folhos, melhor. Mergulhar ainda não é bem para ela, mas também passava o tempo todo de molho na água a brincar com a boneca e o serviço de chá.
Os miúdos queriam ficar lá para sempre (para variar, sempre que estão em hotéis) e a Inês ainda teve que fazer a sua sessão de choro no check-out porque não queria mesmo vir embora.
Confesso que foi menos cansativo do que as típicas férias de praia, mas praia é praia e o resto do verão será passado na areia e mar salgado sempre que der.




3 de julho de 2019

O casamento de um irmão

Já fui a muitos casamentos e todos eles são especiais. Uns dizem-nos mais do que outros, mas a celebração do amor entre duas pessoas é sempre um momento bonito.
Quando um dos meus irmãos me pediu para ajudá-lo a preparar o pedido de casamento à namorada, ficou logo ali marcado que ia haver festa (óbvio!!!), o que por si só já é motivo para grande alegria. Mas antes desse momento acontecer, nasceram dois sobrinhos lindos e eu fui convidada para madrinha de batismo, que se iria realizar no mesmo dia que o casamento dos pais. Então o dia tornou-se ainda mais especial. Irmã do noivo e madrinha de batismo dos meus sobrinhos.
Quando a data começou a aproximar-se, fiquei de imediato atenta às coleções que iam saindo. Procurava uma peça que me chamasse à atenção, que fosse discreta e que me deixasse confortável. Não queria vestidos compridos e ponderava muito pouco o macacão. Queria uma peça diferente, mas a procura estava tão difícil que pensei em reciclar o que tinha em casa. E então virei-me mais na procura de acessórios que tornassem diferente uma peça já usada noutro casamento.
Estava muito dividida em reciclar ou comprar. Por um lado, somos nós que damos valor aos trapos e normalmente a roupa de casamentos é quase sempre para deixar pendurada no armário. Queremos sempre ter uma visão ambientalista da situação e era por aí que eu estava a raciocinar. Mas, por outro lado, era o casamento do meu irmão, o primeiro irmão a casar. Tinha também o papel de madrinha de batismo dos meus sobrinhos e parecia-me completamente razoável comprar roupa nova. A estrear. Mas também não encontrava nada que me agradasse!
Até que um dia recebo uma newsletter de uma marca de roupa. Por descargo de consciência abri o link e fiz scroll à página. Apareceu-me aquilo que eu procurava, mesmo não sabendo especificamente o que procurava. Mas era aquilo. Tal e qual. Um top com calças que à frente parecia macacão e a trás parecia vestido. Duas peças que depois dão para usar em separado. Já para não falar das calças que dão perfeitamente para o dia a dia.
Dois dias depois fui à loja e experimentei. Apaixonei-me de imediato. Apetecia-me sair assim já vestida e esperar pelo dia do casamento. Era muito confortável. Era diferente. Sentia-me eu. Não precisava de grandes acessórios e dava para usar as minhas sandálias douradas, o que era menos uma coisa a procurar e comprar.
O dia do casamento foi a um domingo e decidi que iria arranjar-me em casa. Fiz um corte pelo ombro e no dia foi só esticar com a placa. A maquilhagem não é o meu forte, mas ao longo dos anos lá me vou desenrascando.
O dia foi maravilhoso. Muito feliz e divertido. Estava tudo ótimo e eu senti-me muito bem!







Top e calças Pedro del Hierro
Brincos Zara
Clutch parecida com esta e emprestada por uma amiga
Sandálias douradas Parfois