24 de março de 2022

Milão - a nossa primeira viagem com os miúdos

Nesta fase pandémica, que ainda vivemos, perdemos muitos momentos de partilha. Mas também perdemos muitos sonhos que queremos realizar, sendo um deles viajar e mostrar o mundo aos nossos filhos. Em finais de janeiro, após eu e os miúdos termos testado positivo ao Covid-19, desafiei o meu marido para uma viagem. Em 30 minutos tínhamos uma viagem de 3 dias marcada para Milão. Era o meu presente dos 40 anos!

Entretanto, chegou o meu dia de anos e a Inês ficou doente. Após uma visita ao pediatra, ficamos mais tranquilos, mas sempre com receio que a viagem não ficasse dentro das nossas expectativas. Eu, com alguns sintomas de ansiedade, passei o dia de anos num misto de felicidade e insegurança. E o tempo foi passando.........até que estava na hora de irmos para o aeroporto.

Os miúdos adoram andar de avião, pelo que esta parte não me stressava nada. Fomos bem cedo e correu tudo como o previsto. Assim que chegamos a Malpensa tínhamos um transfer para o centro de Milão e só posso dizer que foi um descanso, sobretudo com os miúdos. Saímos em frente ao apartamento e fomos logo recebidos pelo anfitrião do alojamento. Como já era hora de almoço, decidimos caminhar até à zona de Brera (5 min. a pé). Almoçamos muito bem e regressamos ao apartamento para descansar. Estávamos completamente esgotados.

Ao jantar, encontramo-nos nas Galerias Vittorio Emanuele II com uns amigos italianos que viajaram de Turim para Milão para poderem estar connosco. Já não estávamos todos juntos há 13 anos. Como é possível? Foi muito agradável e também engraçado ver como as crianças interagiam umas com as outras, mesmo não falando a mesma língua.

No dia seguinte, após um pequeno-almoço de reis (não pelo que comemos, mas pelo que pagámos!!!!!), reencontramo-nos novamente com os nossos amigos no Duomo e depois caminhamos até á zona de Naviglio, onde almoçamos, e muito bem. Estava um dia solarengo, apesar do frio, e ainda deu para uma pequena passeata após almoço.

Durante a tarde, foi hora de nos despedirmos dos nossos amigos, que tinham que regressar a Turim. Aproveitámos para uns souvenirs e depois fomos visitar o  Leonardo3 Museum - Il Mondo de Leonardo. Foi muito enriquecedor e interativo, pelo que os miúdos adoraram. Quando saímos, já era hora de jantar, e como estávamos cansados, fomos diretos ao MacDonalds, que ficava a 2 min. a pé. Como dizia o Vicente: "O MacDonalds também existe em Portugal, mas aqui somos atendidos por pessoas italianas!". Ficámos surpreendidos com o tiramisù!

Ao terceiro dia estava na hora de regressarmos a casa, mas antes ainda fomos tomar o pequeno-almoço em frente ao Duomo e passear um pouco, até chegar a hora de fazer o check-out e entrar novamente no nosso transfer até ao aeroporto. Almoçámos já na área internacional e embarcámos para a nossa cidade.

Os miúdos andaram bem dispostos, mas sempre com queixas. Ora tinham fome, ora estavam cansados. Essa foi a parte mais difícil de gerir, mas lá se foi conseguindo. Falaram outra língua, provaram novas pizzas e massas (e gelados!!!), fizeram amigos e viram coisas diferentes. Quando chegámos a casa disseram que já tinham saudades de Milão, o que quer dizer que, apesar do cansaço, também gostaram.

Sabe bem viajar, mas também é muito bom regressar a casa.

O Vicente já perguntou que cidade vamos visitar no seu aniversário. Acho que já começou a ficar com o bichinho das viagens!








9 de agosto de 2021

E a Inês já fez 6 anos!

E depois do Vicente, é a vez do aniversário da Inês. Estava ansiosa por se sentir mais crescida (e eu só quero que o tempo congele....). Há meses que perguntava quanto tempo faltava para fazer 6 anos e andava triste por saber que a escola acabava antes do seu aniversário. No entanto, por causa da pandemia, o governo atrasou o término das aulas e ela teve a festa de final de ano no dia do seu aniversário. Foi festa a dobrar.

Andei a sondar que tema é que gostava e fugia sempre para Pokémon e coisas que o irmão gosta. Mas nos finalmentes começou a pedir princesas, póneis, bonecas.....enfim, tive que ser eu a decidir, porque a miúda não conseguia escolher só um tema. Apesar de não haver grandes festejos, gosto sempre de lhes comprar um balão temático e preparar um pequeno-almoço ao gosto do aniversariante.

Apesar de ser um dia de semana, a Inês adorou festejar na escola com os amigos. Adorou o pequeno-almoço e adorou os telefonemas que recebeu. 

Foi tudo muito simples, mas os miúdos gostam sempre!




30 de junho de 2021

A história destes 2 bonecos

No dia de S. João, deixaram 2 bonecos na nossa porta, com uma papel a dizer "Bom S. João". Inicialmente não estávamos a perceber o que se estava a passar, até que ficámos com uma forte suspeita, que depois se veio a confirmar no dia seguinte.

Desde que fomos morar para a casa onde estamos, um dos vizinhos montava uma cascata de S. João, que podia ser visitada durante o mês de junho. E era uma grande cascata. Tinha luzes, tinha música, tinha água a correr, tinha bonecos a dança, a pescar....era enorme e ocupava a frente da sua garagem. E todos os anos, lá íamos nós fazer visitas regulares. Mas houve um ano em que o vizinho não montou a cascata. E mais um ano e também não lhe apeteceu. Entretanto veio a pandemia e o senhor faleceu!

Pouco tempo depois, a filha regressou a casa do pai e este ano, no dia de S. João, decidiu distribuir algumas das figuras da cascata pelos vizinhos da rua. Deixou os bonequinhos à porta e ficámos todos muito emocionados e comovidos com o gesto. Em nossa casa, estes dois bonecos já fazem parte da decoração, pois este vizinho sempre fez parte do nosso dia-a-dia. Sempre prestável e simpático, parava sempre para uma pequena conversa.

Ter vizinhos assim é incrível!



Mas entretanto, a nossa casa foi invadida com agradecimentos dos vizinhos, pois achavam que tínhamos sido nós a deixar os bonecos nas suas portas.
Quem nos conhece ou me segue no Instagram, sabe que de há uns anos para cá, costumamos fazer bolachinhas no Natal e entregar aos vizinhos no dia 24 de dezembro. Da última vez, por causa da pandemia, não quisemos estar em contacto com os vizinhos e por isso deixámos um pequeno vaso de azevinho em frente de cada porta. E, por este motivo, os vizinhos acharam que tínhamos sido nós a deixar os bonecos. Mas rapidamente dissemos a verdadeira "culpada" de uma gesto tão bonito e, cada um à sua maneira, foi lá agradecer.

Hoje em dia e durante todo o ano, há uma partilha muito bonita entre os vizinho da nossa rua. Muitas vezes, são aproveitadas as comemorações da Páscoa, do dia dos Amigos, dos aniversários de quem sabemos as datas, para oferecer uma pequena lembrança. E depois, há os vizinhos a quem damos a relva cortada do nosso jardim (que a aproveita para a sua horta) e que depois nos trazem legumes e fruta.
É bom ver esta partilha entre várias gerações.


16 de junho de 2021

9 anos de Vicente...9 anos!!!!!!

Quase 1 ano sem escrever. Uma pandemia que ainda não acabou. Tanta coisa a acontecer. Tenho estado mais afastada das redes sociais e tentado, como se diz agora, conectar-me comigo mesma. Tento sempre fazer mais e melhor e isso tem-me deixado mais introspetiva. Vivo mais os momentos que nem me lembro de os registar. Apenas ficam gravados na memória, quando esta não me falha.
Estamos todos bem, a tentar passar esta pandemia o melhor que podemos e sabemos. Temos esperança na vacinação, mas era bom que houvesse mais gente consciente do que é correto ou não fazer até isto "acabar". Tentamos ir voltando a alguma normalidade, para não perder as coisas boas da vida.
E agora voltando ao tema principal, os 9 anos do Vicente. Parece que ainda ontem gatinhava e já está quase da altura das avós!!! Tal como no ano passado, não houve grandes festas. De manhã, eu e a Inês preparámos um bom pequeno-almoço com coisas que o Vicente adora e passámos um bom tempo a saborear e a falar. Depois o Vicente pediu muito para jogar online com os amigos da escola e eu lá lhe dei uns minutinhos extra. Voltámos a um dos nossos spots preferidos para almoçar, e onde o Vicente se delicia com a comida e as sobremesas, e tivemos a oportunidade de ir inaugurar a época balnear na "nossa" barraca. Foi um dia com coisas simples, mas boas. Aproveitámos todos os minutos e chegámos ao fim muito cansados.
E como o miúdo anda viciado em Pokémon, mais uma vez, para além da festa, os presentes também andaram entre (muitas) cartas Pokémon e livros para melhorar as jogadas no Minecraft.
Tenho um filho quase a entrar na pré-adolescência!!!



28 de julho de 2020

Pandemia

31 de dezembro 2019. Começámos a ouvir notícias de um vírus que estava a propagar-se na China. No mês seguinte, janeiro de 2020, este vírus é detetado fora da China e começa a haver alguma precaução por parte de outros países.
Ainda me lembro de uma amiga, que trabalha num hospital, me ligar a meio da manhã de um dia da semana a aconselhar-me comprar máscaras e gel desinfectante, pois o mais certo era num futuro próximo começarmos a usar. Pelo sim, pelo não, numa das minhas idas ao supermercado, comprei apenas o gel desinfectante.

2 de março de 2020. Primeiro caso português que deu positivo para o novo coronavírus. Foi nesta altura que comecei a reforçar algumas medidas de higiene em casa. Para além disso, passei a ir buscar o Vicente todos os dias à escola para almoçar e sempre que os miúdos saíam da escola e entravam no carro desinfectavam as mãos.

12 de março de 2020. Primeiro dia em que fiquei em casa com os miúdos, de livre e espontânea vontade. Ainda não se sabia o que o Estado ia decretar, mas achei que era mais seguro ficar logo em casa e meti alguns dias de férias. Explicámos aos miúdos o que estava a acontecer para eles perceberem o porquê da alteração de rotinas. Também fizemos a nossa primeira encomenda online e não tivemos problemas de stock ou de prazo de entrega.

16 de março de 2020. Foi decretado pelo Governo o encerramento de todas as escolas. A partir deste dia fiquei oficialmente em tele trabalho e o meu marido também. Nesta primeira semana tivemos que reorganizar a casa para conseguir ter espaços de trabalho/estudo e não perder o conforto do nosso lar. A semana seguinte serviu para nos adaptarmos a novas rotinas. Os miúdos tinham trabalhos orientados pelas respetivas professoras. Mais tarde, em abril, arrancou a tele escola, que complementou as directrizes da professora do Vicente.

18 março de 2020. Meu aniversário. Decretado Estado de Emergência em Portugal. A partir daqui ficámos sempre em casa. As compras eram feitas sobretudo online e o meu marido saía para ir à farmácia e pouco mais. Estipulámos uma rotina parecida com a normal: levantar cedo e às 9h estávamos em trabalho/estudo. Fazíamos uma pausa a meio da manhã e depois continuávamos até ao almoço. Almoçávamos sempre juntos e víamos apenas os 5 primeiros minutos do telejornal para estarmos a par dos últimos acontecimentos. De tarde, os miúdos estavam mais livres para outras atividades e quando eu acabava o meu horário de trabalho fazíamos todos uns minutos de exercício, de preferência no jardim. A seguir, banhos e jantar para depois não nos deitarmos muito tarde. Rezámos de noite e, enquanto o Vicente pedia para que o coronavírus fosse embora para ele poder abraçar os avós, a Inês queria que ele demorasse mais um bocadinho para ficar mais tempo em casa. E foi assim durante uns meses, com o fim de semana destinado às tarefas domésticas e para dar mais atenção aos miúdos.
Em nossa casa, o tempo passou rápido. Fizemos sempre o pão, inventámos umas francesinhas, fui buscar receitas da minha bisavó, vimos os meus pais atrás da janela, fizemos muitas vídeo chamadas e aprendemos a gerir as nossas emoções 24h/24h. Ainda cortámos o cabelo aos miúdos e eu aventurei-me na depilação a cera em casa.

7 de maio de 2020. Primeira saída à rua com os miúdos após o confinamento. Eles adoraram. Correram, saltaram, andaram de trotinete. Foi muito bom e a partir deste dia saímos todos os dias uns minutos ao final da tarde para desanuviar do nosso espaço. A primeira fase do desconfinamento começou dia 4 de maio.

12 de junho de 2020. O Vicente fez 8 anos e, pela primeira vez, fomos jantar a um restaurante, à Casa da Guripa. Por momentos parecia que estava tudo normal, mas nunca no esquecemos das medidas de higiene e segurança.

1 de julho de 2020. Primeiro dia de praia e início das primeiras férias. É estranho estar na praia e ter em atenção o distanciamento social, além da família mais próxima. O facto de estarmos em barraca ajuda a delimitar mais o nosso espaço, o que me deixa relativamente mais tranquila.

13 de julho de 2020. Primeiro dia de trabalho presencial. Há menos gente no edifício, menos colegas no gabinete, a máscara chega a dar-me dores de cabeça. Há todo um procedimento diferente, mas que tem que ser cumprido. Nas próximas semanas e até eu entrar novamente de férias, vou estar entre tele trabalho e trabalho presencial.

E agora a nossa vida tem andado muito por tentarmos voltar a uma certa normalidade, evitando sempre os convívios ou locais desnecessários. Temos estado apenas com a nossa família mais próxima e tem sido um dia de cada vez. Queremos muito que toda esta pandemia acabe e volte tudo ao normal. Só não sabemos é se esse normal algum dia vai ser como o normal pré Covid-19!

6 de março de 2020

Ainda sobre os croissants do post anterior

Depois do pequeno "castigo" porque o Vicente andou a comprar croissants (e chocolates) no bar da escola às nossas escondidas e porque achamos que dar responsabilidades aos nossos filhos não passa por dizer não a tudo (os "nãos" também têm que ser bem comedidos e equilibrados), decidimos dar ao Vicente a liberdade de escolher um dia por semana para ir ao bar comprar um croissant. Ele escolheu a 4ªf de tarde e já sabe que em tempo de férias ou feriados, se calhar a uma 4ªf não poderá alterar o dia de ir lanchar ao bar, sendo que nessa semana fica sem o croissant.
Queremos que ele entenda que há regras e condutas mais corretas, mas também lhe queremos dar o nosso voto de confiança a cumprir os nossos acordos.
E o Vicente está a cumprir tão bem que já teve dois momentos que me deixam orgulhosa como mãe.

O primeiro foi umas semanas após este nosso acordo. Tal como combinado, uma das 4ªf, o Vicente comprou o croissant. Mas logo na 6ªf seguinte, sai da escola e diz-me: "mamã, hoje apeteceu-me comer outro croissant......mesmo, mesmo, mesmo muito......mas depois pensei que ia levar com outro castigo e não fui comprar".

Da segunda vez, quando o fui buscar a uma 4ªf, diz-me o Vicente: "mamã, hoje quando cheguei ao bar da escola, a senhora disse que já não havia croissants. O meu amigo Tomás disse para eu comprar um kitkat, mas eu avisei-o logo que não podia comprar porcarias e por isso decidi pedir um pão com manteiga".

Educar uma criança é das coisas mais difíceis que tive em mãos. Para mim, dizer "não" faz parte do crescimento feliz dos meus filhos, mas atribuir responsabilidades à sua medida e criar confiança também são importantes. O "não" pode vir com um "sim" a seguir, se achar que os meus filhos entenderam como devem agir mais corretamente e por isso merecem um voto de confiança. Claro que isto é só a minha visão, aquela que acho mais correta para os meus filhos. Algumas vezes arrependo-me, outras vezes fico orgulhosa com as atitudes deles e com as minhas decisões. Eles vão crescendo como pessoas. Eu vou crescendo como mãe. Faz tudo parte do nosso percurso de família!

10 de dezembro de 2019

Ser mãe também é...

...estar a marcar as refeições para o Vicente através da aplicação da escola e perceber que tinha saído dinheiro do cartão dele. Fui ver os movimentos e percebi que o rapaz andou a comprar croissants dia sim, dia não na hora do lanche da tarde.....desde novembro.
Falámos, explicámos e ele entendeu que esta atitude não estava correta. Para além de levar lanche para a tarde, se tinha mais fome tinha que nos ter avisado para revermos o lanche dele. E, na primeira vez que foi ao bar comprar qualquer coisa, deveria ter dito logo.
Ainda tentou argumentar que já era crescido e que o cartão era dele. Mas lá tive que lhe explicar que o "crescido" significa também mais responsabilidade e que o cartão foi carregado com dinheiro dos pais, não dele. Não argumentou mais.
Tive que lhe dar um pequeno castigo e disse que era até ao final desta semana (e pensei para os meus botões que até 6ªf era para cumprir). O Vicente, sempre muito exato nas suas contas e pensamentos disse logo: "Ok mamã, então isso quer dizer que o castigo acaba sábado, é que domingo é o primeiro dia da próxima semana!".
Assim seja, meu filho!

26 de novembro de 2019

Em stand by

Desde finais de outubro até há uns dias atrás, sentia que a minha vida/rotina andava em modo de espera por dias melhores. E é nestes momentos que colocamos muita coisa em perspetiva!!!!!
Quando o Vicente esteve internado 3 dias no hospital para fazer um exame ao coração, foi impossível não pensar na sorte que tenho. Não foi nada grave e felizmente o exame correu muito bem. Não foi preciso colocar "peças", pelo que regressámos a casa apenas com o antibiótico para uma otite que nos deu uma noite menos boa. Estava o Vicente a recuperar e fica a Inês doente. Laringite. Ficou uns dias no mimo das avós para recuperar. Estava a Inês a ficar boa e fico eu com uma constipação mais pesada que o normal. Passei o fim de semana a descansar em casa e, muito devagar, lá fui recuperando. Até que o Vicente aparece cheio de pintas no corpo. Já teve varicela e ficámos sem saber o que seria. Hospital de novo e não souberam o que seria. Veio para casa ver a evolução e, 3 dias depois, estava bom. A Inês, que já andava bem, começou com sintomas de infeção urinária. Hospital com a Inês. Não era infeção. Seguimos a receita da pediatra e, passado uma semana, estava recuperada. E foi assim que passámos praticamente todo o mês de novembro.
Mesmo assim, depois do que vi e das histórias que ouvi enquanto estivemos no hospital, não me posso queixar. Às vezes achamos que estamos com problemas, mas na verdade, em relação a outras situações, não passam de coisas menos boas que vêm e vão sem deixar moça. Já pensava e agora reforço este meu pensamento: devia ser proibido as crianças ficarem doentes!

Pelo meio ainda passou o tão esperado dia de Halloween. Os miúdos não falavam noutra coisa e lá se conseguiu uma decoração para (tentar) assustar quem tocava à campainha. O Vicente ainda teve a companhia de amigos para irem 10 minutos aos vizinhos "pedinchar" uns doces. Já a Inês, que estava a recuperar da laringite e não dormia direito há uns dias com febre, vestiu-se a rigor, sentou-se no sofá e, às 19h, adormeceu ferrada. Só acordou às 10h da manhã do dia seguinte.

E porque queríamos muito regressar à nossa normalidade, decidimos enfeitar o nosso pinheirinho de Natal. Com direito a músicas natalícias e a um lanche com bolo rei e rabanadas. É das minhas épocas preferidas do ano e é bom poder vivê-la o melhor que posso, apesar de ainda estarmos a uns dias do mês de dezembro.


24 de setembro de 2019

Ser mãe também é...

...chegar a casa do judo com o Vicente e ele dizer que só tem 1 exercício da primeira página para fazer. Depois de tomar banho fez os trabalhos e foi jantar.
No dia seguinte, diz o Vicente: "afinal, ontem, era para fazer a primeira página toda."
Eu: "então a professora colocou-te falta nos trabalhos de casa...."
Vicente: "não mamã, porque enquanto ela corrigia os trabalhos dos outros meninos eu fiz rápido o que faltava."
Eu: "e fizeste bem?"
Vicente: "tive tudo certo!"
Eu: "Vicente, sabes que foste aldrabão. Para a próxima tens que estar mais atento, porque depois não ouves tudo corretamente."
Vicente: "mas oh mamã, eu não fui aldrabão, pois eu não enganei a professora. Eu sou é um bom improvisador!!!!"

Enquanto lhe explicava que deve estar atento e não aldrabar ninguém, ria-me muito sem ele se aperceber!

10 de setembro de 2019

Braga

Durante as nossas férias de verão, fomos uns dias até Braga. Desde o ano passado que andava de olho num hotel que foi remodelado e que fica mesmo no centro da cidade. E não podia estar mais certa. O local é fantástico. Fica no antigo hospital de S. Marcos e tem toda uma história associada. Todos os edifícios foram incrivelmente restaurados e respeitando a traça original.
Para os miúdos, estes pormenores de antiguidade e decoração ainda passam um bocadinho ao lado, mas explicamos sempre tudo e mostramos o mais que podemos. Alguma coisa deve ficar nas suas memórias!
Para o Vicente interessa a gastronomia e o desporto. Haja boa comida para degustar e uma bela piscina para mostrar os seus dotes de nadador e está tudo bem!
A Inês está mais focada no ambiente e, claro, nos seus "fashion looks". Tudo o que é lagos com peixes, fontes com repuxos, jardins com flores e piscinas, é onde ela está bem. E viemos de Braga com uma novidade: a Inês já mergulha e adora (bastou comprar uns óculos de natação e assim que ela percebeu o fascínio de ver debaixo de água, tudo mudou e deixou de ter medo). Para os seus banhos de sol e para os seus desfiles pelo hotel e pela cidade, há sempre que escolher a melhor bandolete e o melhor fato de banho, como é óbvio.
Ainda lhes fomos mostrar o Sameiro e o Bom Jesus, mas estava tanto, mas tanto nevoeiro, que "vimos Braga por um canudo".... ahahah.
Os miúdos portaram-se bem e adoraram estes dias. Já são fãs das tíbias e das frigideiras! Mais uma vez, e para não destoar do que já começa a ser habitual, não queriam vir embora e imploraram para vivermos para sempre num hotel!!!!